Michele Morrone Conta Como a Sua Vida Mudou Desde Que Protagonizou o ‘365 Dias’

Falámos com o novo rosto da Guess sobre este momento de grande mudança da sua careira. Por: Vítor Rodrigues Machado Imagens: © Cortesia Guess.

Com o papel de Massimo, em 365 Dias, Michele Morrone tornou-se (do dia para a noite) numa estrela internacional que obriga várias pessoas a baixar a temperatura do ar condicionado. Mas como começou este sonho de se tornar ator para o italiano que passou de jardineiro a fenómeno mundial?

Gostávamos de começar por saber um pouco sobre a tua vida antes de tudo isto. Podes partilhar um pouco a tua história?

Cresci numa casa que acreditava nos valores da família. Ensinaram-me que se queria algo, tinha que trabalhar duro para o ter. Ao longo da minha vida, desde os 11 anos, que percebi quais era os meus sonhos e o que queria ser e, desde então, que tenho lutado para alcançar os meus sonhos e feito tudo que está ao meu alcance para os tornar realidade.

Então e como é que a representação apareceu na tua vida? Quando e como é que decidiste que te querias tornar ator?

Quando tinha cerca de 11 anos, percebi que queria ser ator depois de ter visto os filmes do Harry Potter. Queria viver naquele mundo mágico e a única forma de o fazer era através do cinema. Esse foi, definitivamente, o começo da minha grande jornada nesta profissão.

Mas o grande boom da tua carreira dá-se com o filme 365 Dias, que te deu mais visibilidade a nível internacional. Qual foi a grande diferença comparativamente a outros trabalhos?

Relacionei-me de uma forma muito intensa com o 365 Dias, e sabia que ele marcaria um momento de grande viragem na minha carreira. Foi a primeira vez que fui estrela num filme que atingia um público global e só isso já fazia com que fosse muito diferente.

E acabou por se tornar num enorme sucesso. Contudo, o filme contém várias cenas de nudez e de sexo. Sentiste-te confortável a fazê-las?

Sim, eu estava super confortável a fazer aquelas cenas, porque não era eu, eu era na verdade outra pessoa e tentei ser o mais fiel possível ao guião.

Como foi o processo de construção da personagem? O facto de teres escrito parte das músicas do filme foi uma ajuda nesse percurso?

O processo de construção do personagem foi muito interessante. Na verdade, para a desenvolver, fui para um centro de reabilitação para falar com um homem que era viciado em sexo. Então observei e estudei os seus movimentos corporais, as suas reações e a forma como falava, o que acabou por me inspirar e ajudar bastante na construção da personagem do Massimo.

Não dá para escapar ao elefante na sala sobre este filme, que é o facto da relação do Massimo com a Laura ser muito tóxica e ter uma série de questões problemáticas. Como é que te sentiste em relação a isso? Tiveste medo que pudesse prejudicar o filme?

Claro que sim. Senti que a relação do Massimo com a Laura é extremamente tóxica. No entanto, este filme é baseado numa história de ficção e não na realidade. Mas, seja como for, vão sempre existir críticas positivas e negativas.

A tua vida mudou muito desde o lançamento do filme, passaste de jardineiro (profissão que tinhas antes de começares a gravar) a uma estrela internacional. Como é que fazes para manter os pés assentes na terra? É difícil fazê-lo?

Na verdade, não é nada difícil, ainda sou a mesma pessoa: não importa a quantidade de objetivos que alcance, continuo com sede de mais. O trabalho não deixou de ser árduo só porque já não sou jardineiro, ainda trabalho duramente nesta luta constante em concretizar os meus sonhos e a minha paixão. Um ator não se transforma num ícone só porque se sente confortável com o sucesso que tem ou que alcançou até ao momento.

Agora com a tua agenda preenchida, como é que consegues ter tempo para a tua família e para os teus filhos?

Todo o trabalho que estou a ter agora é a pensar na minha família e, sempre que faço uma pausa, esforço-me para estar com os meus filho tanto quanto possível.

Recentemente, lançaste também a tua carreira enquanto cantor. Qual é o papel que a música desempenha na tua vida neste momento?

Depois de assinar o contrato com a Universal, a música tornou-se numa grande parte da minha vida, tão grande quanto representar: é a maneira que encontrei e que uso para me expressar e me relacionar com o público.

E existe algum projeto novo a caminho?

Claro! Encontro-me neste momento a trabalhar no meu novo álbum e numa nova série global como ator principal. Depois disso, vou começar a gravar a sequela do filme 365 Dias. Para além disso, estou também a trabalhar em negócios pessoais, nos quais me aventurei.

Recentemente tornaste-te num membro da família Guess. Como aconteceu isso?

Foi depois do filme, e senti-me profundamente honrado com esta colaboração. Quando a Guess me contactou para nos unirmos, demonstrei logo interesse, porque é uma marca icónica.

Em conversa com o Paul Marciano contaste que, antes de filmarem esta campanha, falaram sobre a visão que tinham para ela. Como foi isso?

Quando me encontrei com o Paul e tive essa tal conversa, senti imediatamente que me poderia abrir com ele. Quando ambos partilhámos a visão que tínhamos para a campanha, percebemos que estávamos os dois em sintonia. O Paul é um grande homem e conectamo-nos instantaneamente: ele é inspirador, caloroso, flexível… é mesmo um ser humano único.

De que forma achas que incorporas o espírito da Guess?

Acho que, tal como a Guess, tenho um estilo muito distinto e clássico. Esta colaboração conseguiu combinar o melhor de dois mundos.

Qual é a coisa que mais gostas na marca?

O que mais gosto nesta marca é o estilo, a criatividade, a qualidade e a diversidade. A Guess é uma marca feita para todo o tipo de homens.

E podemos contar com a tua presença numa nova campanha?

Vou apenas dizer que de mim podem esperar sempre tudo.

 

 

Este artigo foi originalmente publicado na edição de janeiro de 2021 da revista ELLE.