Keira Knightley Diz Que a Maternidade é Árdua, Mesmo Para as Mais Privilegiadas

A atriz defende que a sociedade não dá o devido valor às mulheres e às mães. Por: Inês Aparício -- Imagens: © GTRESONLINE.

Noites em branco, mudanças hormonais ou alterações na relação com o parceiro durante a maternidade: nem Keira Knightley é poupada a este cenário pelo qual todas as mães inevitavelmente passam nas primeiras semanas ou meses de vida dos seus bebés. Porque, na realidade, vir de um contexto privilegiado não torna a experiência menos difícil, defendeu a atriz britânica numa entrevista à revista Balance.

É frequente ouvirmos Keira Knightley abordar questões relacionadas com a família e o feminismo e, recentemente, esta revelou os desafios que ultrapassa diariamente por ser mãe de uma menina de três anos, admitindo que os benefícios de ter um percurso profissional de sucesso e uma rede de suporte familiar nem sempre são suficientes.

«Tenho um backgroud bastante privilegiado; tenho um sistema de apoio incrível; tenho tido especialmente sorte na minha carreira; tenho possibilidades de adquirir uma boa assistência pediátrica, e mesmo assim continua a ser extremamente difícil [ser mãe]. E não há problema em assumi-lo. Não quer dizer que não adore a minha filha, simplesmente significa que a privação de sono, as mudanças hormonais, as alterações na relação com o meu companheiro são tudo coisas que me fazem sentir como se me afundasse no dia a dia», reconheceu a atriz de Colette e Orgulho e Preconceito. «Tenho de me relembrar que não falhei, apenas estou a fazer o que posso, mas não é fácil», acrescentou.

Assim, Knightley, sublinha que a sociedade descredibiliza o papel das mulheres e das mães: «Acho que não damos o devido valor às figuras feminas pelas maratonas física e emocional pelas quais passam quando dão à luz». Esta conclusão da atriz inglesa de 33 anos reitera o que escrevera no livro Feminists Don’t Wear Pink and Other Lies (numa tradução livre do título As feministas não usam cor-de-rosa e outras mentiras) — uma compilação de artigos sobre feminismo, com a curadoria de Scarlett Curtis —, no qual argumenta que é esperado que as mulheres devem estar sempre bonitas, mesmo quando acabam de ser mães.