Quebrando Barreiras de Género, Ezra Miller Posa Vestido de Coelho da Playboy

Na entrevista que acompanha as fotos, o ator fala sobre a sua sexualidade e sobre como foi vítima de bullying. Por: Vítor Rodrigues Machado -- Imagem: © D.R.

Ao longo dos últimos dias, Ezra Miller tem sido notícia em vários meios de comunicação devido à suas (estranhas para alguns, mas incríveis para nós) escolhas de guarda-roupa para as diversas estreias do novo filme da série Monstros Fantásticos (onde dá vida a Credence Barebone), no entanto, hoje, o motivo é outro: as fotos e a entrevista que deu para uma nova edição da Playboy.

Nas imagens, o ator de 26 anos, que foi o grande responsável pela escolha das roupas usadas, volta a quebrar a barreira entre o que supostamente pertence ao universo feminino e masculino. Numa das fotos, Miller veste uma camisa em padrão floral e um blazer, umas meias de rede e uns sapatos de salto alto pretos, enquanto noutra usa um body em renda, um vestido em tule transparente e as clássicas orelhas de coelho utilizadas pelas playmates.

 

 

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Playboy 2018

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A acompanhar as imagens, há ainda uma entrevista onde o ator, que se considera um «ser sexual», fala abertamente sobre a sua sexualidade, afirmando que se sente atraído tanto por homens como mulheres. Revela também que após ter sofrido várias desilusões amorosas descobriu que a monogamia não era para ele, esclarecendo que vive atualmente uma relação poliamorosa a que chama «polycule».

Para além das questões acerca da sua vida amorosa, o ator revelou ainda que foi vítima de bullying e que foi a arte que o salvou:

«Eu fui claramente vítima de violência, de várias formas, que começou quando eu era muito novo… Fui atacado repetidamente ao longo da minha vida – fui atacado por intolerantes de m**da».  Acrescentado ainda que «claro que eu já estive em audições onde a minha sexualidade estava a ser totalmente aproveitada. É muito importante reconhecer a diversidade de vozes que experienciaram estas m**das (…) se eu não tivesse a arte, eu já estava morto – há muito tempo que já teria morrido».