Emily Ratajkowski é Fotografada Com Axilas Por Depilar Por Uma Causa Feminista

Uma imagem que quer ilustrar o direito de escolha das mulheres em relação ao seu corpo. Por: Margarida Brito Paes -- Imagens: © Gtresonline

Emily Ratajkowski é uma das feministas mais controversas da nossa época. A modelo que surge sempre em imagens muito sexualizadas e que exibe o seu corpo com muita frequência nas redes sociais. A modelo opta por ter esta imagem por escolha própria. E faz da sua sexualização uma arma feminista.

Uma imagem com significado 

Nesta imagem, com as axilas por depilar Emily quer provar que uma mulher se deve sentir sensual por uma escolha sua, e segundo os seus parâmetros e não as ideais culturais que foram talhados pela misoginia.

«Se eu decido depilar as axilas ou deixar crescer os pêlos, é comigo. Para mim, os pêlos são mais uma oportunidade para as mulheres exercitarem a sua liberdade de escolha- uma escolha baseada na forma como se querem sentir», esclareceu a modelo no seu depoimento.

 


Emily Ratajkowski a feminista hiper-sexualizada

Emily Ratajkowski escreveu para a revista um ensaio sobre o que, para si, significa ser hiper-feminina.

«Tenho a certeza que a maioria das minha aventuras a investigar o que significa ser uma rapariga foram fortemente influenciadas por uma cultura misógina. Também tenho a certeza que muitas das formas como eu continuo a ser ‘sexy’ são fortemente influenciadas pela misoginia. Mas funciona para mim, e é uma minha escolha, certo? Não é sobre isso que é o feminismo – escolha?», escreve.

«O que tem de negativo ser chamada de ‘femme’? Eu percebi que o meu sentimento era provocado em parte por inúmeras experiências- experiências em que homens e mulheres me tinham dito que se eu me vestisse de determinada maneira, eu não seria levada a sério e até me podia estar a colocar em risco.»

A modelo vai mais longe e conta um episódio concreto: «Quando fui detida em D.C. por estar a protestar contra a nomeação de Brett Kavanaugh para o Supremo Tribunal, um homem que mostrou um enorme desrespeito pelas mulheres ao longo da sua vida, as manchetes não foram sobre o que eu estava a protestar, em vez disso foram sobre o tipo de top que tinha vestido. Até as mulheres que estavam ao meu lado, que apoiavam em absoluto o propósito do meu protesto, fizeram comentários sobre eu não estar a usar soutien, o meu top branco e jeans. Na cabeça delas, o facto do meu corpo estar bastante visível de alguma forma discredibilizava-me a mim e ao meu ato politico. Mas porquê?».