5 Espaços Para Vender Roupa em Segunda Mão e Começar 2021 Livre, Leve e Solta

É a altura perfeita para libertar o guarda-roupa, tal como Katherine Heigl em '27 Dresses'. Por: ELLE Portugal Imagens: © D. R.

Ainda que saibamos que, algures pelo caminho, nos iremos esquecer do que planeamos nos primeiros dias do ano (mesmo que tenhamos apontado), é impossível não traçarmos uma série de objetivos – muitas vezes irreais – para os 365/366 dias que se seguem. E, deixe-nos adivinhar, um dos que prometeu, com unhas e dentes, conseguir cumprir em 2021 é o de «destralhar». Bem, se acertamos, este artigo é para si. Em baixo, reunimos uma mão cheia de sugestões de sites para vender algumas das peças que já não utiliza e atingir a sua meta até 31 de dezembro.

Mas, atenção, antes de começar a tirar tudo do guarda-roupa, lembre-se que nem tudo o que já não veste há mais de dois anos deve efetivamente ir embora. Vai agradecer, daqui a uns tempos, quando se aperceber que guardou aquele colete que jurou nunca mais usar.

MyCloma

A chegada de novas coleções às lojas não dá sinais de abrandar, com uma procura ainda acentuada. Mas um conjunto de jovens portugueses quer carregar a fundo no travão e quebrar este ciclo. Foi assim que decidiu criar a MyCloma, uma plataforma de combate ao desperdício têxtil e promoção de uma economia circular, que procura dar uma nova vida a peças que estavam já no fundo do armário.

Através desta, é possível vender roupa que já não usa, segundo uma das duas opções disponibilizadas: ou com a recolha normal, em que envia uma caixa com os itens que já não quer, suportando os custos e portes de envio (ou seja, €7,98), e recebe posteriormente uma percentagem variável do valor da peça vendida; ou com a recolha 15/15. Este último serviço é gratuito, uma vez que tem apenas de entregar a roupa no Auchan de Matosinhos ou num posto dos CTT (caso seja apenas uma embalagem). Por cada 15 peças que cumpram determinados critérios – como não ter manchas permanentes ou temporárias, rasgões ou odores -, é atribuído um vale de €10 no supermercado, um vale de €15 no site da MyCloma ou a possibilidade de doar €5 a uma ONG à escolha da plataforma.

Maudde

Já em 2018, Ana e Marta acreditavam que, apesar de os artigos de luxo poderem «facilmente durar uma vida inteira», estes acabam esquecidos ao final de poucas utilizações. Por isso, nesse mesmo ano, deram vida à Maudde, trazendo uma alternativa à compra e venda de artigos de luxo em segunda mão.

Para poder vender as suas peças nesta plataforma, encontra duas opções: o serviço concierge ou o normal. Enquanto, no primeiro, a Maudde faz a recolha das peças gratuitamente em qualquer zona de Portugal e trata de todo o processo até à venda, no outro é o utilizador quem tem de submeter as informações e fotografias do artigo, através do formulário de venda disponível no site.

Depop

Mais do que um simples espaço para compra e venda de peças em segunda mão, a Depop apresenta-se como uma comunidade inclusiva, artística e de conexão entre utilizadores com o mesmo propósito: o de trazer uma Moda mais diversa e com menos desperdício. Funciona, no fundo, como uma rede social em que as peças ganham uma nova vida, ao mesmo tempo que os utilizadores são inspirados a experimentar e ver a roupa de novas formas. A criação do perfil na plataforma é gratuita, mas esta recebe uma comissão de 10% por cada venda.

Micolet

Esta plataforma é para quem tenha feito uma limpeza a fundo ao seu guarda-roupa e, de lá, tenha tirado mais de duas dezenas de peças. Sim, 20 é o número mínimo de itens que pode colocar à venda na Micolet. Afinal, se o objetivo último deste tipo de projetos é a sustentabilidade, é preciso que as emissões de carbono gastas durante o transporte compensem, certo? Por isso, depois de encher uma caixa de cartão com toda a roupa que quer tirar de sua casa, alguém vai à morada que indicar para a recolher, o que tem um custo de €4,99. Depois, durante as cinco semanas seguintes, irá receber o feedback da Micolet com as peças que cumprem os requisitos de venda do serviço e preços correspondentes. Caso aceite essa avaliação, as peças ficarão à venda no site; caso contrário, poderá doa-las ou pedir que lhas devolvam, pagando os custos de envio.

Ecoa

Apresenta-se como uma «plataforma online que conecta pessoas que querem vender e comprar peças em segunda mão», com o objetivo de «tornar o mundo mais sustentável». E como funciona? Apenas tem de selecionar os artigos que quer vender (no mínimo cinco), pagar os custos de envio (€4,99) e esperar que a Ecoa faça tudo. Ou seja, as fotografias dos itens, descrições, anúncios e vendas ficam todos a cargo do serviço. Os lucros que obtiver com a venda da roupa ficarão, depois, disponíveis no seu perfil e, ora pode gastá-los no próprio site, ora serão reenviados para a sua conta bancária.

Claro que, além deste tipo de plataformas, existem sempre as redes sociais, OLX , Custo Justo ou o eBay. E pode também simplesmente doar as peças a instituições de caridade.