Valentino: O Regresso da Rainha Naomi Campbell

E as lágrimas de Céline Dion. Por: Margarida Brito Paes -- Imagem: ©Imaxtree

Pierpaolo Piccioli trouxe Naomi Campbell de volta à passerelle da Valentino, depois de 14 anos de ausência. A última vez que a super modelo tinha desfilado para a casa de moda italiana tinha sido em 2005, também durante a Semana de Moda de Alta Costura. Esta quarta-feira, 23 de janeiro, teve um regresso em grande ao encerrar o desfile com um vestido de organza preta, transparente na parte de cima e repleto de folhos depois da linha da anca. As mangas volumosas e armadas deixavam ver a pele de Naomi e ajudaram a criar uma silhueta volumosa mas equilibrada. Um coordenado escuro que encerrou uma coleção repleta de cores vibrantes e harmonias tonais irreverentes.

A emoção de Céline Dion

Uma sucessão de cores em primeiro lugar e depois uma chuva de flores a que Céline Dion assistiu emocionada, na primeira fila. Ao seu lado estavam sentados Giancarlo Giammetti e Valentino. Também Raf Simons, Clare Waight Keller, Giambattista Valli e Christian Louboutin assistiram a este desfile com 64 coordenados com nome de flor.

Primeiro as cores, depois das flores

Chocolate Dahlia foi o vestido que encerrou o defile, depois de uma apoteose de folhos, volumes e laços em cores sólidas. As flores essas, surgiram nas suas mais diferentes formas, em 39 coordenados sem nunca se repetirem. Não assistimos a uma longa parada de estampados florais, assistimos a muito mais que isso: rendas, bordados aplicados em cima de outros tecidos, amarrotados em forma de flor e aplicações de tecidos que fazem um efeito de patchwork floral.

Não faltaram ainda as lantejoulas, que apesar de discretas marcaram a primeira parte do desfile, onde a exuberância da alta costura se manteve escondida. À excepção do primeiro coordenado todo cor de rosa e com uma peça de cabeça que se estendia até à cintura. Uma escolha que me muito faz lembrar um chador, lenço muçulmano que se estende da cabeça até ao peito tapando os ombros e pescoço.

A cereja no topo do bolo foram as collants de renda presentes em toda a coleção, tornando-se visíveis nas peças mais transparentes. Mas o maior motivo de ovação foi o casting diverso, com um grande número de mulheres negras e um final que lhes deu um lugar de destaque.