Tommy Hilfiger Promove A Representação Das Minorias Na Moda

People's Place Program é a plataforma que a marca criou para promover a igualdade na Moda. Por: Marisa Azevedo Imagens: Instagram @tommyhilfiger.

A Tommy Hilfiger tem mostrado, nas suas coleções, uma preocupação em tornar a Moda mais inclusiva e sustentável, como é o caso da linha Tommy Hilfiger Adaptative – pensada para consumidores com necessidades especiais -, ou a utilização de fibras de maçã recicladas na parte superior num dos seus modelos de sapatilhas. Mas a marca não pretende que a sua contribuição para um mundo mais diverso seja apenas através das suas coleções. Assim, lançou o People’s Place Program, «uma plataforma assente em três pilares e com um compromisso mínimo inicial de $5 milhões [aproximadamente €4 milhões], num financiamento anual para os próximos três anos», declarou Tommy Hilfiger, em comunicado. O programa tem como objetivo a promoção e representação de indígenas e indivíduos de todas as etnias e culturas nas indústrias da Moda e criativas. Este é assente em três pilares: parcerias, acesso à carreira e liderança no setor.

People’s Place Program

Não é à toa que a marca deu este nome ao programa e o motivo é simples. Em 1969, Hilfiger inaugurou a sua primeira loja, a People’s Place, um espaço dedicado a consumidores de todas as esferas sociais, para que se pudessem reunir e apreciar arte, música, Moda e cultura pop. Em nota de imprensa, a Tommy Hilfiger declarou que «é nesse espírito que o Programa People’s Place foi fundado e continuará a expandir-se».

Para que a plataforma se desenvolva com sucesso, foi «nomeada uma gestão de liderança sénior para dirigir o programa, acelerar o seu crescimento interna e externamente e manter o foco na transparência, através de relatórios regulares sobre o progresso e o impacto alcançado», afirmou a marca. De momento, o People’s Place Program está a analisar parceiros do setor que ajudem no avanço da missão da plataforma e na maximização do impacto em toda a indústria da Moda.

Mas este programa, que será usado «para criar oportunidades e defender o que é certo», não foi a única novidade da insígnia. Esta lançou ainda um Plano de Ação Abrangente «para combater ainda mais a discriminação, a injustiça, a desigualdade e o racismo». «O plano de ação moldará como a empresa vai atuar para refletir a diversidade dos seus consumidores».

Sobre o Black Lives Matter

No final de maio, o designer americano assumiu uma mudança no apoio ao movimento Black Lives Matter e afirmou que «o que está a acontecer com as comunidades negras nos Estado Unidos da América e em todo o mundo não tem lugar na nossa sociedade», acrescentando que ainda existe um longo caminho a percorrer para atingirmos uma igualdade racial.