Testei o Soutien Mais Leve do Universo e Esta é a Minha Opinião

Será que o novo Oxygene da Sloggi foi aprovado? Por: Carolina Adães Pereira Imagem: D.R.

Escolher um soutien é toda uma ciência. É verdade. Há tantas escolhas, com características específicas e para fins diferentes, que faz com que o ato de escolher um modelo possa rapidamente transformar-se numa missão impossível. É preciso ter paciência e experimentar vários modelos, ver o que resulta ou não. Talvez seja necessário ter ajuda de um especialista para nos guiar no processo de descoberta. Aliás, sou completamente a favor de sessões de bra fitting. Se nunca fez uma, procure um sítio especializado e faça uma marcação. Acredite, muda vidas.

Ao longo do caminho colecionei algumas feridas de combate, marcas nos ombros, dores de costas, dias em que a minha ideia de felicidade significa chegar a casa e despir logo o soutien. Pense comigo: a idade média para o início do uso de soutiens é de 11 anos o que significa que agora, aos 29 anos, já experimentei muitos modelos; alguns muito bonitos (e apenas isso), uns confortáveis, outros que não são uma coisa nem outra. Não tenho uma preferência, acredito que há um modelo para cada ocasião; contudo a maioria das ocasiões em que estou envolvida pedem muito conforto. Se houve algo que trouxe comigo para o meu dia a dia depois de três meses em quarentena — para além do álcool gel e da máscara — foi a prioridade dos soutiens confortáveis. Não há paciência para aros que magoam, para as alças que apertam… Simplesmente, não dá.

A vida pós quarentena

Desde abril que ando a experimentar diferentes modelos para ver se não excluía de vez esta peça do meu uniforme (a pensar nos dias que teria que regressar ao meu dia a dia normal). O sucesso foi relativo. Por isso, quando recentemente me perguntaram se queria experimentar o soutien mais leve do universo, a minha resposta foi imediata: sim! A marca que faz esta ambiciosa afirmação é a Sloggi, um clássico quando o tema é conforto, e o modelo em questão é o novo Oxygene.

Dados mais técnicos a ter em consideração: pesa 28 gramas (em comparação com os habituais 84 gramas, segundo a marca) e tem um design respirável e revolucionário graças ao tecido numa malha 3D, «muito macio ao toque, não tem aros, as copas são modeladoras e as alças ajustáveis», refere o press realease.

 

Pessoalmente, o facto de não ter aros é um ponto positivo em termos de conforto. Em relação ao tecido, tem uma ligeira textura irregular, que ao primeiro toque logo que não peguei no soutien, não achei tão suave. Aliás, meteu-me alguma confusão. No entanto, depois de vestido, não se sente absolutamente nada. Mesmo. Já o suporte está garantido, mesmo não tendo os aros.

Se pelo claim pensa que não vai sentir nada, não é bem assim. Aliás, nem é isso que é suposto num soutien: queremos o apoio. Neste caso, vamos ter o apoio sem o fator dor incluído (ou num índice muito inferior ao de um soutien tradicional). Pus o Oxygene ao meu maior teste, a viagem de comboio que faço regularmente para visitar a minha família. Estar sentada quatro horas praticamente sem me mexer com o soutien errado, já me pôs em situações muito desconfortáveis e, neste caso, a viagem fez-se muito bem.

Considerações finais

Algo que deve ter em consideração antes de comprar: o Oxygene é um modelo leve, sem aro, desenhado a pensar no conforto e não propriamente na apresentação. Não que seja visualmente feio, até acho bastante chic a combinação de cores as transparências. Mas diria que quando vestido, o resultado é muito similar a um bralette. Visualmente, repito, porque este soutien dá mais apoio.

Para terminar, se as conversas com as minhas amigas servem de referência, sei que durante a quarentena muitas mulheres disseram adeus aos seus soutiens (o que é compreensível). Mas há momentos e gostos para tudo: há alturas que pedem algo mais trabalhado, há roupa que gostamos mais de ver quando acompanhada com uma copas mais cheia e… Há momentos para o conforto em que não queremos nada, mas precisamos de algum suporte. Voltando às estatísticas, sabia que a esperança média de vida de uma mulher em Portugal é de 83,51 anos? Se começarmos a usar soutiens aos 11 anos e tendo em conta a regularidade da sua utilização, consegue fazer as contas de quantos dias da sua vida é que uma mulher vai passar a usar um soutien? Será que vale a pensa sofrer? Não sei… Parece-me muito tempo para estar desconfortável. Se está à procura de uma opção mais amiga do seu corpo, experimente este. Pode ter uma boa surpresa.