Oito Marcas Nacionais Que Não Dispensam a Sustentabilidade Ambiental

Porque hoje mais do que comprar, importa comprar com consciência. Por: Lígia Gonçalves -- Imagens: © D.R.

Combinar sustentabilidade e etiqueta nacional num mesmo produto é o jackpot para quem procura comprar com consciência. E porque encontrar ambos juntos já não é (felizmente) tão improvável como ganhar o euromilhões, reunimos abaixo oito marcas nacionais que se regem por uma filosofia verde.

Cleonice

Fundada em 2016, por Kaleigh Tirone Nunes, a Cleonice está, como se escreve no site da marca, «numa missão». Para reduzir o desperdício, para usar materiais de qualidade e sustentáveis e para produzir localmente. Três pilares de base que constituem uma ideologia a pensar no presente e no futuro. A coleção resort (ao lado) foi lançada agora e inclui sete peças novas.

Balluta

Quem gosta de sapatos, mas não compra quaisquer uns porque: a) se preocupa com os direitos dos animais e procura peles vegan; b) tem consciência ambiental; c) prefere produção nacional; e d) quer um modelo bonito, sabe que não tem habitualmente muitas opções de escolha. Ou não tinha, até ao lançamento da Balluta. Afinal a marca de Catarina Pedroso cumpre todos estes requisitos.

Nae

É a sigla para No Animal Exploitation, o que significa que nenhum animal foi ferido para produzir estes ténis. Nem o planeta, já agora. Afinal a Nae é vegan e fabrica os seus sapatos com materiais ecológicos.

Baseville

Os básicos não são básicos por desprimor, mas por elogio. São básicos porque são fundamentais. Sabendo-o a Baseville centra-se neles. A primeira coleção da marca, idealizada por Ana Costa, ex-engenheira do ambiente e agora designer a tempo inteiro, compreende assim nove destas peças em apenas três cores: o branco, o preto e o cinzento. Os materiais são, claro, orgânicos e os processos de produção ecológicos.

BYOU

Responsabilidade de Patrícia Gouveia, a BYOU, é aquela miúda cool que não dá para ignorar. E por bons motivos: afinal para além da óbvia pinta das peças, a marca, nascida em 2013, trabalha continuamente para reduzir o seu impacto ambiental. Para isso produz em pequena escala, evita o desperdício e mantém a cadeia de produção em Portugal.

Näz

O design das peças é minimalista, mas o esforços da Näz para melhorar o planeta roçam o maximalismo: para lá da preocupação óbvia com a origem dos materiais, há também uma política de transparência e a obrigatoriedade de que as fábricas com as quais trabalham sejam locais e ofereçam condições de trabalho justas.

Mazurca

Bióloga de formação, Sara, a criadora da Mazurca, despediu-se dos laboratórios em 2014. Fora dos tubos de ensaio, fundou a marca nesse ano com o propósito de criar uma etiqueta de slow fashion cosida a princípios éticos e responsabilidade ecológica. Todas as carteiras da marca são, por isso, fabricadas em materiais naturais, provenientes de fornecedores nacionais e certificados.

Ablesia

Na Ablesia não há coleções, há peças, criadas com tempo e reflexão. Peças de tamanho único, em materiais sustentáveis e linhas descomplicadas, com o propósito de serem verdadeiramente intemporais.

 

 

Este artigo foi originalmente publicado na ELLE de julho de 2018.