Oito Mulheres Reais Que São Os Novos Ícones De Moda Que Tem De Seguir

De cantoras a editoras de moda, estas mulheres estão prestes a dominar o mundo. Por: Shannon Mahanty -- Imagens: © Leonn Ward.

A moda é pessoal. Pode perguntar a uma destas mulheres, que definem o modo como queremos parecer neste momento. Em baixo, apresentamos-lhe os oito ícones de estilo, de diversas partes do mundo, que tem de seguir.

 

Ama Lou

cantora e compositora, Londres

O estilo de Ama Lou pode parecer despreocupado, mas a cantora britânica tem imensa consideração pelo que veste. «Sou uma colecionadora de peças vintage», explica a compositora de 21 anos. «As calças que trago hoje vestidas são um exemplo. São umas calças francesas no padrão de espinha de peixe da década de 40. Normalmente, o padrão dessa altura é tingido em índigo, mas estas calças são neutras, o que é super raro. A maioria das pessoas vê apenas umas calças creme, mas eu estudei o vestuário de diferentes eras». Ama Lou descreve-se como uma pessoa visual: «Quando estou a trabalhar numa música, vejo-a em texturas, depois traduzo-a para som». O vídeo para o seu EP de 2018 DDD é uma história de 13 minutos que a segue por Los Angeles, abrangendo os estilos pop, soul e R&B. «As minhas ideias e o meu som muda muito», diz. «A única constante sou eu».

Sydney Lima

DJ, modelo e escritora, Londres

Sydney, 29, está a escrever um livro sobre as crises da juventude. «Comecei por ser modelo, mas entrei no mundo da escrita porque tinha muito tempo em mãos», afirma. Uma colaboradora frequente em revistas, Sydney aborda tópicos relacionados com saúde mental, misoginia online e antidepressivos: «Estes temas são importantes para a nossa geração. Estou a falar sobre a minha experiência pessoal em relação a essas questões». No seu livro, lançado este ano, Sydney  tem em consideração as expectativas que colocamos em nós próprios e o local onde nos imaginávamos quando tivessemos 30 anos. «Pensei que já tivesse uma casa ou estivesse casada», ri-se. «Por vezes, manter a cabeça fora de água parece quase uma loucura. Fazemos parte desta geração que quer um sucesso instantâneo».

Gabrielle Richardson

Artista, curadora e co-fundadora da Art Hoe Collective, Nova Iorque

Gabrielle tem dado cartas na cena artística desde 2015. «Somos jovens artistas negros a dizer o que nos passa pela mente e a apresentar o nosso trabalho no Tumbr», declara a curadora de 23 anos em relação ao Art Hoe, um coletivo que ajudou a criar, aplaudido por figuras como Willow Smith e Amandla Stenberg. «Vimo-nos a nós próprios nos outros. Foi doloroso ser uma artista negra e queer e não sentir que o meu trabalho não estava a ser representado, por isso formamos esta plataforma incrível online e offline para indivíduos queer negros para terem a oportunidade de expor os seus trabalhos artísticos». O seu amor pela arte infiltrou-se no seu guarda-roupa. «O estilo é uma forma de expressão criativa», diz. «É o modo de fazeres um statement através do vestuário. Utilizo sempre o meu colar ‘Feminista’ da marca da minha amiga Mayan [Toledano] Me and You. A roupa é parte da minha identidade. É quem sou».

 

Fenn O’Meally

Realizadora, Londres

«Sempre adorei a ideia de apresentar [um programa]», diz Fenn, de 25 anos. «Crescemos com Reggie Yates, Fearne Cotton e Angellica Bell a falar connosco. Criei o meu próprio canal de Youtube e rapidamente me apercebi que adorava entrevistar pessoas e descobrir as suas histórias. Consegues aprender tanto durante uma conversa». A paixão por contar histórias levou-a a adicionar ‘realizadora’ ao seu currículo: depois de aprender, sozinha, como gravar e editar as suas próprias curtas-metragens, trabalhou com Paul Smith e gravou o vídeo de bastidores da capa de fevereiro da ELLE americana. No que diz respeito ao estilo, esta atribui os créditos à sua mãe enquanto maior influência. «Quando era pequena, ela costumava calçar-me com umas botas com padrão de crocodilo ou dálmata e golas altas plissadas às bolinhas… Adorava! Já mais velha, comprava peças chamativas e combinava-as com o que quer que encontrasse no armário».

Rina Sawayama

Escritora e compositora, Londres

A cantora nipónica-britânica, Rina, de 28 anos, tem chamado atenção na música e na moda com o seu som pop ousado e estilo eclético. «O meu interesse na moda começou com Madonna e Lady Gaga», diz. «Adoro quando a música é confessional e ridícula – é o que também adoro na moda. Identifico-me com a cultura queer que se conecta a estas». Esta lançou um mini-álbum, Rina, em 2017, que olhava para a internet e os seus efeitos na saúde mental dos jovens. A aluna da Universidade de Cambridge está agora a trabalhar no seu álbum de lançamento, na qual volta a sua atenção para a genealogia, etnicidade e identidade. «O mais importante é escrever um álbum do qual esteja profundamente orgulhosa», afirma. «Um com o qual possa crescer e ajudar os outros a crescer também».

Little Simz

Rapper, Londres

A rapper britânica soa como ninguém no planeta, mas se tivesse de encontrar alguém com quem a comparar, o seu estilo introspetivo e confessional não a deixam longe do vencedor de Grammy e Pulitzer, Kendrick Lamar, que uma vez disse que «ela deveria ser a mais incrível do momento». Aos 25, Simz já criou dois álbuns completos aclamados pela crítica, mas o seu mais recente, Grey Area, é o mais pessoal de sempre. «Estou a faze-lo, apercebi-me que sou bastante teimosa», disse. «Não gosto que me digam o que fazer. Sei isso sobre mim, mas quando o Inflo [produtor emergente e amigo de infância de Little Simz] me encorajou a perceber os meus sentimentos, foi quando isso veio mesmo à superfície». A sua primeira memória relacionada com moda é a de Missy Elliot a usar um casaco oversized de vinil preto no vídeo para a música de 1997 The Rain (Supa Dupa Fly). «Era estranho, mas interessante. É inesperado e isso é fixe», afirma Simz. «Nunca me senti ligada a nenhum estilo em particular. É como com a música. Não podes ter medo de experimentar algo novo».

Veronika Heilbrunner

Stylist e ediotra, Berlim

Quando Veronika era uma criança, costumava sentar-se no canto do quarto, criar palavras inventadas e imaginar as pessoas que teriam vivido ali – e, mais importante, perguntava a si própria o que é que essas personagens vestiriam. «A melhor parte é que agora posso faze-lo na realidade», ri-se. Depois de começar a sua carreira enquanto modelo, Veronika tornou-se numa assistente de moda e trabalhou para conseguir o cargo de editora na Mytheresa e na Harper’s Bazaar alemã, enquanto, ao mesmo tempo, se tornava numa estrela – sem o tentar. «Penso que me destacava nas apresentações porque usava sapatilhas com vestidos enquanto todos estavam de saltos altos», diz. E o estilo desta rapariga relaxada e cool funciona para ela, principalmente deste que foi mãe – Veronkia deu à luz o seu filho Walter, fruto da relação com Justin O’Shea, em junho do ano passado. Após co-fundar o website Hey Woman! com a editora Julia Knolle em 2015, Veronika está construir um caminho próprio, envolvendo escrita, ser modelo e tudo o resto pelo meio: «Estou feliz por ser freelancer e viver um dia de cada vez. O trabalho árduo e o meu amor por moda trouxeram-me até aqui. Tu és mais bem sucedida quando o teu trabalho é o teu hobbie – um hobbie que realmente adoras».

Tamu McPherson,

Fotógrafa e blogger, Milão

Nascida na Jamaica, antes de viver em Nova Iorque e eventualmente trocar a cidade que nunca dorme por Milão, Tamu, de 42 anos, sabe uma coisa ou duas sobre mudança. A antiga advogada criou uma carreira ilustre enquanto fotógrafa de street style e editora de uma revista, e ainda tem o seu próprio site All The Pretty Birds. É tão provável que Tamu fale sobre política norte-americana enquanto está nos desfiles de outono/inverno 2019 ou sobre o seu estilo vibrante: «Falo sobre o que sinto», explica. «No final do dia, estás a olhar para um público com quem podes comunicar com consistência, por isso se estás a tentar ser algo que não és, não vai resultar».