Mulberry Diz ‘Não’ A Pele de Animais Exóticos Nas Suas Futuras Coleções

A temporada primavera/verão 2020 é a primeira livre destes materiais. Por: Inês Aparício Imagens: © Imaxtree.

Anos de chamadas de atenção por parte da PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) resultaram, não só numa mudança de consciência, como num passo concreto em relação ao respeito pelos animais. Seguindo as orientações da organização não governamental, a Mulberry decidiu banir a pele de cobras, crocodilos, lagartos, tubarões e avestruzes das suas futuras coleções.

De acordo com a PETA, a temporada de primavera/verão 2020 será a primeira completamente livre destes materiais. Esta decisão segue um outro passo anteriormente dado nesta mesma direção: o da renúncia ao pelo animal nas peças.

«Passamos bastante tempo a determinar e, depois, continuamente a rever os nossos objetivos de sustentabilidade. Numa etapa inicial deste processo, decidimos não utilizar animais exóticos nas nossas coleções e mantivemos essa posição», declarou Rosie Wollacott, gerente de sustentabilidade da Mulberry, em comunicado.

Esta resolução da casa de luxo britânica foi aplaudida pela diretora de projetos corporativos da ONG, Yvonne Taylor. «Por trás de cada carteira ou porta-moedas feito com pele de animais exóticos, está um animal que sofreu terrivelmente. A decisão da Mulberry de banir estes materiais obtidos de forma cruel é um sinal dos tempos e a PETA chama a atenção de outras insígnias de luxo para seguir o mesmo caminho», afirmou, em comunicado.

A mesma decisão noutras marcas

Numa lista cada vez mais longa, diversas maisons vão sendo somadas à equação. A Mulberry juntou-se à Chanel, Victoria Beckham, Vivienne Westwood e Diane von Furstenberg no veto à utilização de animais exóticos nas suas linhas de roupa e acessórios. É de salientar que todas estas marcas baniram também das suas coleções o pelo animal.