ModaLisboa: 3 Vezes Que Ricardo Andrez Provou Que os Anos 2000 Estão de Volta

Prepare-se para o momento #tbt do dia. Por: Vítor Rodrigues Machado -- Imagem: © Ugo Camera.

Se tal como Marty McFly, em Back To The Future, pudéssemos entrar num DeLorean e voltar atrás no tempo, não para 1955, mas sim para os primeiros anos de 2000, notaríamos que apesar de terem passado apenas 18 anos desde então, muita coisa mudou: em vez de iPhones, estaríamos a usar Nokias 3310; em vez de Instagram estaríamos no Hi5 ou no MySapace; e em vez de de t-shirts em tie-dye, estaríamos a usar t-shirts em tie-dye.

Sim, este último ponto não fez grande sentido, (e foi propositado), afinal estamos a passar por um revivalismo dos anos 2000. Algo que ficou bem visível, no desfile de Ricardo Andrez para a primavera/verão 2019.

Ricardo Andrez

Orientalismos

Em 2003, estreava nos cinemas o filme Lost in Translation, e antes que se pergunte o que é que o filme de Sofia Coppola tem a ver com o assunto, deixe-nos dizer que tem tudo. Basicamente, serve como um perfeito exemplo (para os mais esquecidos) de como, na época em que foi lançado, atravessámos uma verdadeira fase de fascínio pelas culturas orientais. Isso refletiu-se no cinema, na música, e claro está, na roupa. Tanto nos cortes, como nos estampados, os caracteres Han eram presença assídua. Esses mesmos símbolos foram vistos nesta coleção de Ricardo Andrez.

 

Invasão Extraterrestre

É difícil acreditar que já houve um tempo em que a internet não existia, mas foi a partir do ano 2000 que (pelo menos em Portugal) ela se tornou mais democrática (porque €€€€€), e começou a chegar às casas de grande parte da população. Claro que consigo trouxe a possibilidade de acedermos mais rápido à informação, ou de falarmos com os nossos amigos no chat do MSN, mas também criou espaço para se fazerem sites onde teorias da conspiração se amontoavam, sendo as de existência de extraterrestres (e o facto do governo nos esconder a sua existência) uma das mais comuns. Não sabemos como, nem porquê, mas eles foram sempre imaginados como seres com enormes cabeças ovais e olhos igualmente grandes, mas foi essa iconografia que se tornou popular na época, e foi também essa que se estampou e tricotou nas peças do designer.

Ricardo Andrez

Tie-Dye

Deixámos estes para último porque, nada grita mais início dos anos 2000 (e também final dos anos 90) do que o tie-dye. Este processo de tinigimento que, muitas das vezes também serve para recuperar peças irremediavelmente manchadas, regressou à passarelle por Ricardo Andrez com mais glitz & glam, na forma de lantejoulas. Porque, ainda que exista quem resista a uma t-shirt tie-dye, não há quem consiga controlar-se diante de uma peça tie-dye brilhante.

 

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