A Moda Operandi Vai Deixar de Vender Moda de Homem Devido à Covid-19

Esta decisão é fruto da crise sentida no setor de moda de luxo. Por: Inês Aparício Imagens: © Imaxtree.

O impacto da propagação do novo coronavírus é claro em vários pontos do globo e diversos setores. Com o mercado em declínio, nem a indústria da moda de luxo está a salvo e, a mais recente prova, chega acompanhada pela decisão da multimarca online, Moda Operandi. Esta viu-se obrigada a encerrar a secção masculina do site, dada a queda das vendas, fruto da pandemia, escreve o Business of Fashion.

Menos de dois anos depois da adição das linhas de homem à plataforma de vendas digital – as coleções deste género ficaram disponíveis em junho de 2018, de modo a aproveitar um rápido e exponencial crescimento deste setor -, este chega, agora ao fim. Contudo, na página, ainda é possível fazer compras e não existe qualquer aviso de que a parte de homem irá terminar (ou quando). No entanto, de momento, a maioria das peças encontra-se com um desconto de 25%.

«Enquanto resultado do impacto económico da indústria da moda, causado pela covid-19, a Moda Operandi tomou a difícil decisão de terminar a sua divisão de homem e focar-se no seu negócio central, em torno da moda feminina, joalharia e produtos de decoração», esclareceu um representante da marca, em comunicado. Esta acrescentou ainda que os funcionários da categoria de moda masculina da multimarca manterão os seus empregos até ao final de junho.

Mudanças recentes na Moda Operandi

O encerramento da divisão masculina não foi a única decisão tomada pela Moda Operandi como resposta à crise. Já em janeiro, fechou as portas dos escritórios em Xangai, China – a partir de onde o vírus de alastrou -, despediu cerca de 65 trabalhadores de diversas áreas da empresa e optou, também, por funcionar em regime de layoff, avança o BoF.

Reflexo da pandemia nas multimarcas

De acordo com um estudo publicado pela Bain & Company, é previsto que, no final de 2020, tenham sido perdidos entre €60 e €70 mil milhões em vendas nas multimarcas do setor de luxo, apenas num ano. Isto representa uma queda de 22 a 25%.