Aparentemente, A Nova Coleção de Marc Jacobs É Polissexual

Pelo menos, é assim que o criador a descreve. Por: Inês Aparício Imagens: © Instagram @marcjacobs.

Subversiva, plural e polissexual: é assim a nova coleção de Marc Jacobs, que pretende quebrar estigmas e esbater as linhas entre géneros. De forma crua, esta surge diretamente da mente do criador, sem filtros, tornando-se frequentemente vibrante e arrojada.

«A Heaven desenvolve-se a partir do impulso de Marc Jacobs: subversão, sonhos de adolescente, alienation nation, juventude queer, as raparigas de Valley Village, raves de doces, o apocalipse do açúcar, fantasia psicadélica, raparigas que são rapazes e rapazes que são raparigas, aqueles que não são binários, espaço negativo, a arte day-glo dystopia, euforia suburbana e personagens multifacetadas que têm integrado o universo da Marc Jacobs nos últimos 30 anos», explica o designer, nas redes sociais.

Num tributo à arte da revista japonesa FRUiTS, às múltiplas identidades de Cindy Sherman e aos filmes de Gregg Araki, esta coleção capta a liberdade de ser e pensar, sem esquecer o ADN da marca e celebrando-o, por exemplo, através da icónica margarida dos perfumes da maison que estampa sweatshirts, coletes ou vestidos.

O designer acredita que Heaven «prolonga o desejo que sempre tiveram de juntar pessoas criativas e fazer algo com muito integridade e um respeito real pelo espírito sobre o qual construíram a empresa, mas fazendo-o através de uma visão que é completamente atual». «Heaven é um mundo dentro do nosso próprio mundo da Marc Jacobs», notou o criador, em comunicado citado pela Paper.