Lady Gaga e Harry Styles Serão os Anfitriões da Próxima MET Gala

Também já foi revelado qual será o tema do evento do próximo ano. Por: Vítor Rodrigues Machado -- Imagens: © GTRESONLINE.

Amantes de Moda juntem-se, porque trazemos novidades sobre o evento mais excêntrico da indústria: a MET Gala. E se em 2018, as anfitriãs foram Amal Clooney, Donatella Versace e Rihanna (que conseguiu ser nomeada papisa do estilo), em 2019, as três passam o  testemunho a duas outras personalidades que conhecem o abecedário de Moda de cor e salteado: Lady Gaga e Harry Styles.

O cantor e a cantora serão assim dois dos grandes responsáveis por apresentar o evento que este ano terá como tema «Camp: Notes on Fashion». O tema que sucede a Heavenly Bodies: Fashion and The Catholic Imagination, de 2018, é inspirado no ensaio Notes On “Camp” de Susan Sontag, publicado em 1964.

 

 

Visualizar esta foto no Instagram.

 

The @MetCostumeInstitute’s spring 2019 exhibition will be “Camp: Notes on Fashion” opening May 9, 2019 with #MetGala on Monday, May 6. It will explore the origins of the camp aesthetic and how it has evolved from a place of marginality to become an important influence on mainstream culture.  Susan Sontag’s 1964 essay “Notes on ‘Camp’” provides the framework for the exhibition, which will examine how fashion designers have used their métier as a vehicle to engage with camp in compelling, humorous, and sometimes incongruous ways. // 1. Ensemble, Virgil Abloh (American, born 1980) for Off-White c/o @VirgilAbloh (Italian, founded 2013), pre-fall 2018 2. Shirt, Franco Moschino (Italian, 1950–1994) for House of @Moschino (Italian, founded 1983), spring/summer 1991 📷: Photo © Johnny Dufort, 2018 #TheMet #CostumeInstitute #MetCamp

Uma publicação compartilhada por The Met (@metmuseum) em

 

O que é o Camp?

Camp, que não tem tradução para a língua portuguesa, é um termo tipicamente (de acordo com a definição do Oxford English Dictionary de 1909) associado à teatralidade, à cultura gay, às drag queens, ao exagero, à feminização e à ostentação. A definição amplificou-se, mais tarde na década de 70 do século XX, graças a trabalhos como o de Susan Sontag. A escritora caracteriza-o como um conceito que não pode responder a cânones restritos, não podendo assim ser definido. Para Sontag, camp é sim uma «sensibilidade», um «amor pelo que não é natural: ao artifício e ao exagero», como escreveu.

Do ponto de vista estético, traduz-se para imagens obviamente extravagante e vistosas, onde o luxo e o foleiro se juntam de forma irónica, quase kitsch, mas sem nunca chegar a sê-lo.

E se não entende como é que este conceito se pode traduzir em peças de vestuário, pense na estética trazida por Alessandro Michelle para a Gucci. Aliás, foi provavelmente por essas semelhanças que o designer e a marca italiana foram convidados para estarem oficialmente associados ao evento.

Em entrevista ao New York Times, Andrew Bolton, curador do The Costume Institute afirmou que: «estamos a passar por um momento extremo de camp, e pareceu-nos bastante relevante para o diálogo cultural [atual] olharmos para aquilo que, muitas das vezes, é descartado como se fosse uma frivolidade, mas que na verdade pode ser algo bastante sofisticado bem como uma poderosa arma política, especialmente para as culturas que são marginalizadas (…) acho que é muito oportuno».

A exposição inaugura no próximo dia 6 de maio de 2019.