A Lã Mohair Vai Ser Banida das Coleções da Lacoste

Esta junta-se a um grupo de mais de 330 marcas que decidiram deixar de utilizar este material. Por: Inês Aparício -- Imagens: © Imaxtree.

A lista de marcas e criadores que decidiram abandonar o uso de lã mohair começa a ficar cada vez mais composta. Depois da Zara e H&M, Asos, Ralph Lauren e Diane von Fürstenberg — entre um total superior a 330 marcas internacionais — renunciarem a utilização deste material resultante da extração de pelo de cabra angorá, chegou a vez de a Lacoste se comprometer a fazê-lo.

De acordo com o comunicado enviado pela People for the Ethical Treatment of Animals, também conhecida simplesmente pelo acrónimo PETA, esta decisão da marca francesa foi tomada após ter tomado conhecimento do sofrimento envolvido na produção da lã mohair, através de imagens desta indústria captadas pela PETA Ásia na África do Sul (de onde vem mais de metade do mohair mundial). A Lacoste mostrou-se «muito preocupada com o bem-estar dos animais» e, deste modo, informou a PETA França de que «não voltaria a usar este material obtido cruelmente».

Resposta da indústria mohair

Apesar dos vídeos conseguidos pela PETA, a Mohair South Africa, a associação que representa a indústria local de mohair, negou a existência de crueldade animal generalizada no país, escreve a Fashion United. Esta alega que as duas fazendas que surgem no vídeo não são representativas, e alegadamente ambas trabalham com o mesmo fornecedor.

A Lacoste e uma consciência ambiental 

Esta não é a primeira vez que a marca de Louise Trotter — que seguiu o português Filipe Oliveira Baptista na direção criativa da Lacoste, depois de este ter estado oito anos ao leme da mesma — apoiou e promoveu uma responsabilidade ambientalista. Durante a Semana de Moda de Paris, em março deste ano, a marca francesa anunciou uma parceria com a União Internacional para a Conservação da Natureza de modo a alertar para o perigo da extinção de algumas espécies, com a campanha Save Our Species. Na prática, surgiram polos brancos em que o clássico crocodilo dava lugar a animais como a tartaruga de Myanmar, o rinoceronte de Java ou o tigre da Sumatra.