#ELLEstaylocal: Mel Jewel, a Marca Que Traz Uma Visão Única Sobre a Joalharia

Este é um projeto que chegou ao mundo pelas mãos de Luísa Pedroso e Marta Cabido Sá. Por: ELLE Portugal Imagens: © D. R.

Criar um projeto de raíz é sempre um risco. Por isso, não é de admirar que Luísa Pedroso, designer de joalharia, e Marta Cabido Sá, designer de comunicação, tenham demorado cerca de dois anos a amadurecer a sua ideia e dar vida à Mel Jewel. Mas exatamente por isso, todos os passos foram bem pensados – incluindo o próprio nome da marca – e tornaram-na numa insígnia mais sólida, que rapidamente cresceu e se internacionalizou. Sim, apenas dois meses depois de lançaram a Mel, esta já havia chegado aos Estados Unidos. Agora, aterraram no coração de muitos portugueses e estrangeiros, que não querem tirar as suas peças das orelhas, pulsos, dedos e pescoços.

O que vos levou a criar este projeto?

A paixão para fazer algo novo e nosso foi, sem dúvida, o que nos levou a avançar. Conhecemo-nos a trabalhar juntas e desde o primeiro dia soubemos que as nossas energias fluíam muito bem e que nos complementávamos uma à outra. Queríamos ir mais além do que aquelas quatro paredes nos permitiam e criar algo nosso, pensado e materializado por nós, desde o conceito à conceção do produto e toda a sua comunicação. E assim surgiu a Mel.

Qual é a história por trás do nome?

Sabíamos que, para criarmos uma marca, ela tinha que ser muito bem pensada desde o início e que, no fundo, ela só nos ia parecer real quando tivéssemos um nome a dar a este projeto. O nome surgiu um bocadinho através de uma inversão do processo. Sabíamos que queríamos um nome que resultasse tanto em português como em inglês, porque o foco na internacionalização estava lá desde o início. Um nome fácil de pronunciar. E ainda sem ideias de que nome poderia resultar, começámos a desenhar a palavra Jewel num papel e rapidamente percebemos que fazendo um espelho das 3 últimas letras obtínhamos a palavra MEL. Era curtinha, doce, facilmente pronunciável em qualquer língua e a cereja no topo do bolo: representava as nossas iniciais, Marta E Luísa. Por mais tacky que possa parecer, nesse momento ficamos totalmente convencidas!

O que foi mais complicado no processo de criar uma marca?

O mais complicado para avançarmos é sempre o largar o que temos como certo pelo incerto. Apesar de sabermos que era isto que queríamos, levamos cerca de dois anos até conseguirmos largar tudo e arriscar. O que no fundo foi ótimo para ir amadurecendo algumas ideias e conceitos. Sabemos que não o fizemos por impulso, que todos os passos foram pensados e que ajudaram a construir uma marca mais sólida.

Qual foi a razão para nunca desistirem?

Paixão e desistência são palavras que não funcionam juntas. Quando gostamos mesmo do que fazemos, quando temos um objetivo muito claro, vamos sempre lutar pelo que queremos. Com adaptações, com cedências, com crescimento também, mas nunca a desistir. Isso nunca foi uma opção para nós.

Qual foi o melhor momento ou história da marca até hoje?

Podemos orgulhar-nos de já termos tido muito bons momentos. O dia em que lançamos a marca vai sempre ficar na memória, porque foi o momento em que soubemos que conseguimos e que pudemos finalmente mostrar ao mundo a nossa visão. A nossa primeira internacionalização para os EUA, apenas com dois meses de marca, foi de uma adrenalina incrível… e o prémio da Portojoia de melhor loja online foi um reconhecimento que gostamos muito de receber. São tudo momentos que nos mostram que estamos no caminho certo.

Como é que a vossa marca faz a diferença?

Gostamos de acreditar que a nossa visão sobre a joalharia é única. Desde o início que temos bem definidos os nossos objetivos e aquele que podemos destacar com maior relevância é, sem dúvida, a vontade de criar jóias de qualidade, que duram uma vida inteira, que passam gerações, peças intemporais com uma abordagem atual que resulta de uma visão diferenciada, onde a parte estética desafia a sua concepção técnica sem a comprometer.

No que toca à qualidade dos materiais, temos bem definido desde o início que apenas usamos metais nobres, prata e ouro, na sua coloração original. Sabemos desde cedo que é uma decisão arriscada, tendo em conta a vulgarização da prata dourada, mas sabemos também que a sua durabilidade é demasiado frágil para que consigamos ter um consumidor satisfeito a longo prazo. Como marca, gostamos também de transmitir essa consciencialização da durabilidade das peças, para nós só assim faz sentido.

O que ainda falta conquistar?

Faltará sempre muito. Uma das características que nos define é que vamos sempre querer mais, chegar a mais pessoas, a novos mercados, encontrar novas formas de criar e de comunicar um produto diferente. Gostamos de nos desafiar constantemente.

O que mais precisam neste momento para chegarem onde querem?

A pandemia fez-nos a todos abrandar um pouco e deu-nos a oportunidade de refletir naquilo que realmente queremos e no que valorizamos. Se antes queríamos tudo para ontem, hoje sabemos que tudo tem o seu tempo e aprendemos, de certa forma, a respeitá-lo melhor. Tudo o que precisamos neste momento é de estar perto das pessoas, de nos darmos a conhecer a mais gente e, aos poucos, alcançaremos todas as etapas a que nos propusemos. A proximidade digital sempre foi a nossa aposta desde o primeiro dia e, hoje, faz cada vez mais sentido.

Quais os maiores motivos para comprar português?

Acima de tudo, a qualidade. A joalharia portuguesa é realmente incrível e de uma qualidade irrefutável. Temos o prazer de trabalhar com artesãos exímios na sua arte. Acompanhá-los de perto ainda hoje nos fascina e uma das coisas que mais gostamos de fazer é de poder dar a conhecer ao nosso público esse how it’s made. Pontualmente, no lançamento de algumas coleções, fazemos um vídeo de todo o processo e a manualidade com que as peças são feitas conquista qualquer um. Não pode existir melhor motivo para comprar português que perpetuar uma arte tão bonita e tão bem executada.

Que outra marca/espaço português vos inspira e porquê?

Há um espaço no Porto do qual somos verdadeiramente fãs: o Exmo. É um hotel, localizado na ribeira do Porto e onde tivemos o prazer de apresentar uma coleção na data da sua abertura. Hoje, continua a ser um espaço onde adoramos estar, seja para reunir, para nos inspirarmos na sua arquitetura ou simplesmente para apreciarmos a vista das suas janelas, de tirar o fôlego. Foi lá que fotografamos a nossa última campanha, porque é realmente um espaço que nos inspira, onde nos sentimos bem e que partilha dos mesmos valores da Mel.

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#ELLEstaylocal

Apoiar e dar conhecer projetos portugueses é a missão da rubrica #ELLEstaylocal. Acreditamos que hoje é mais importante, que nunca, comprar português. É importante não deixar que marcas de qualidade se percam na espuma da pandemia.

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