#ELLEstaylocal : Campos, Uma Marca Que Só Lança Três Peças de Roupa de Cada Vez

Slowfashion e qualidade são os lemas da Campos Por: ELLE Portugal Imagens: © D. R.

Em 2019, Alexandra Neto criou a Campos, uma marca de roupa onde a qualidade vencerá sempre a quantidade. Peças bem pensadas e estruturadas, onde não falta a clássica camisa branca, que tem de fazer parte de qualquer armário. Conheça melhor esta marca portuguesa.

Alexandra Neto (de pé), fundadora da Campos.

O que te levou a criar este projeto?

Estava sempre à procura de um certo tipo de peças e percebi que não encontrava e, como estava a trabalhar num projeto que englobava muitas marcas nacionais emergentes, senti-me contagiada a criar a minha.

Qual é a história por trás do nome?

É um apelido de família, muito especial para mim.

O que foi mais complicado no processo de criar uma marca?

Foi tudo muito complicado porque é tudo novo e não existe um “How To”. Tive imensa sorte por estar rodeada, profissional e pessoalmente, de várias pessoas do meio (donas de outras marcas, essencialmente) que não hesitaram em dar-me excelentes conselhos e ajuda. Ainda assim, os primeiros meses foram muito duros.

Qual foi a razão para nunca desistires?

Estava totalmente confiante no que estava a criar.

Qual foi o melhor momento ou história da marca até hoje?

O dia de lançamento da marca, em Abril de 2019, e a presença no Stylista Winter Market, em Dezembro. Foi muito especial pela recetividade das pessoas às peças mas também o carinho e apoio que dão à marca.

Como é que a tua marca faz a diferença?

Não só acredito que preencheu um segmento pouco explorado (em estética e em qualidade/preço), assim como tento inspirar as clientes (ou todas as que acompanham a marca) a investir em boas peças que podem usar de várias formas (e por muito mais que uma estação) e em expressar a sua personalidade através destas, que funcionam muito como “uma tela em branco”.

O que ainda falta conquistar?

Muita, muita coisa. Mas o próximo passo será na secção de acessórios.

O que mais precisas neste momento para chegares onde queres?

A Campos é muito pautada pelo Slow Fashion: lançamos sempre coleções de 3 peças, sempre bem pensadas e desenvolvidas, e – portanto – o nosso melhor aliado é o tempo. Além disso, e no contexto em que vivemos, sem dúvida que estou a torcer por uma boa conjuntura económica.

Quais os maiores motivos para comprar português?

Temos uma indústria bastante especializada em têxtil, que sabe bastante bem o que faz e como faz: temos disponíveis matérias primas inacreditáveis (tanto feitas cá como exportados de outros países), temos fábricas e confeções incríveis bastante especializadas (a confeção com que trabalho, por exemplo, trabalha com uma das marcas internacionais de luxo mais conhecidas e a maior parte das pessoas nem sabe que essa marca fabrica cá grande parte das suas coleções) e as marcas que operam com base no mercado acabam por praticar preços muito mais “acessíveis” que marcas que produzem cá e vendem noutros países (porque, infelizmente, o nosso poder de compra não é elevado e temos de ter isso em conta). Então, muitas vezes, compramos produtos de ótima qualidade a preços bastante competitivos (creio que a maior parte dos portugueses não tem esta noção – eu própria não tinha até criar a Campos).

Diz-me outra marca/espaço português que te inspire e porquê?

Vou fazer batota, mas vou ser sucinta: a Le Mot, porque adoro a estética e a qualidade; a Oh, Monday, porque, além de ter sido uma lufada de ar fresco nas suas peças, tem a missão de inspirar as mulheres que seguem a marca a serem mais felizes e realizadas; a Juliana Bezerra, porque tem peças inacreditáveis e a Ju é de uma amabilidade absolutamente contagiante; a Sienna, porque cria peças numa estética muito específica e, mesmo assim, consegue surpreender; e a Mahrla, que representa a verdadeira Girl Boss que luta por tudo o que conquista (e tem conquistado muito), também sempre mantendo a sua estética e missão muito bem.