Linha Cruise da Dior Foi Um Incrível Retorno às Origens de Maria Grazia Chiuri

Uma coleção mais pessoal, até à data, da diretora criativa da maison. Por: Vítor Rodrigues Machado Imagem: © Dior.

Na vida, existem dois tipos de pessoas: as que pregam que «a união faz a força» mas não são capazes de fazer nada em prol disso, e as que realmente se esforçam para criar um trabalho colectivo. Maria Grazia Chiuri faz parte do segundo grupo. As provas disso são dadas, coleção após coleção, e esta linha Cruise 2021 não foi diferente.

Num retorno às suas raízes (na zona de Puglia, de onde o seu pai é natural), a diretora criativa da Maison explorou toda a diversidade da beleza natural da região e do folclore italiano, aplicando-os à coleção através dos códigos Dior. Assim, nascem vestidos, calças, camisolas e casacos onde, através de rendas, bordados ou estampados,  flores do campo se fazem desabrochar ao lado de espigas de trigo, deixando-se beijar pelos delicados movimentos de borboletas.

Para construir a linha (como, aliás, já é costume e foi mencionado no texto, em cima), a designer procurou unir-se a artesãos regionais. Um método que não só ajuda a temporal subsistência destas pequenas empresas/grupos, como também garante que as técnicas daquela zona (como a Tombolo, que é um método tradicional de criar delicados bordados que se assemelham a renda) não caem no esquecimento.

O resultado final de tudo isto foi uma linha que respeita a fórmula mágica apresentada pela Diretora Criativa, na qual uma boa dose de feminilidade é conjugada com a praticidade que os tempos atuais exigem.

O palco de tudo isto foi a Piazza del Duomo, iluminada por uma série de luzes coloridas e um grupo de bailarinos de tarantela.

Veja na galeria, em cima, toda a coleção Cruise 2021.