Burberry e Zara Fazem Parte da Lista de Vencedores dos Prémios de Moda da PETA

A organização destacou várias marcas que, este ano, anunciaram que iriam deixar de usar pelo animal. Por: Vítor Rodrigues Machado -- Imagem: © D.R.

Como já referimos anteriormente, a indústria da moda está atualmente a passar por uma verdadeira revolução no que ao uso de pelo animal diz respeito. Só em 2018, mais de sete marcas de luxo anunciaram que iriam deixar de usar este produto nas suas coleções e por esse mesmo motivo, a PETA decidiu reconhecê-las, na edição deste ano dos seus Prémios de Moda.

Foi na categoria do Mais Importante Momento de Moda de Luxo que a associação People for the Ethical Treatment of Animals entregou o prémio a marcas como a Coach, Burberry, Michael Kors e Diane Von Furstenberg, por terem abandonado o uso de pelo animal nas suas coleções.

Já no caso do prémio para o Maior Momento de Moda Popular, o galardão foi atribuído a mais de 300 marcas, entre as quais a Zara, H&M, a Gap e a Marks & Spencer, por terem banido o uso de mohair das suas linhas, após a PETA ter tornado pública a sua investigação às quintas sul africanas onde este material era produzido. No texto e vídeo do grupo, podia ler-se e ver-se que as cabras angorá eram tratadas de forma cruel pelos trabalhadores das durante todo o processo de tosquia.

Quem também se destacou nos prémios atribuídos por esta organização defensora dos direitos dos animais foi a Asos, na categoria de Plataforma Online Mais Progressista. Este prémio foi conseguido pela marca graças a um anúncio feito este ano, onde revelava que, a partir de 2019, iria abandonar por completo a venda de produtos que fossem feitos em (ou que tivessem na sua composição) mohair, caxemira, penas ou seda. Esta decisão da Asos teve impacto não só nos seus produtos como também em toda a sua plataforma, e afeta as mais de 850 marcas vendidas no site.

Os outros vencedores

Para além destas, foram entregues prémios em mais oito categorias: Melhor Colaboração (prémio atribuído à coleção vegan entre a britânica Felder Felder e a espanhola Ecoalf); Melhor Coleção de Calçado Vegan (atribuído à Veja); Melhor Coleção de Botas Vegan (atribuído à Dr. Martens); Melhores Carteiras Vegan (atribuído à Alexandra K); Melhor Marca Isenta de Penugem (atribuído à Save the Duck); Melhor Coleção Isenta de Lã (atribuído à Jakke); Prémio Inovação (atribuído à Ecopel por ter criado um sistema que permite a reciclagem de plástico para a criação de pelo sintético); e Melhor Evento de Moda Progressista (atribuído à semana de moda de Helsínquia, que anunciou que a partir de 2019 todas as coleções apresentadas não terão qualquer vestígio de pele).