Bottega Veneta Prova Que é Possível Despir as Mulheres Sem as Sexualizar

Daniel Lee, um nome a ter debaixo de olho. Por: Margarida Brito Paes -- Imagens: D.R.

Daniel Lee foi nomeado director criativo da Bottega Veneta em junho de 2018. Agora, passados  sete meses, o designer de 32 anos apresenta a sua primeira campanha para a Bottega Veneta, e torna-se numa das maiores promessas da moda atual.

A razão para este bom presságio em relação a Lee é a extrema inteligência desta campanha, que mostra mulheres nuas sem as sexualizar. O corpo feminino é exposto com naturalidade e é transformado numa imagem de força e poder, sem perder a feminilidade e mas sem se tornar num mero objeto de desejo. Esta é uma harmonia difícil de conseguir, uma arte em que Phoebo Philo é mestre e com quem Daniel Lee trabalhou de perto, enquanto director de pronto a vestir da Celine.

Num mundo ainda a recuperar da morte da Celine, às mãos de Heidi Slimane e das suas criações hiper sexualizadas, Daniel Lee, pode muito bem ser o homem que vai conseguir traduzir tudo o que a palavra feminismo significa em roupa. Esta campanha é a primeira luz a apontar que esse caminho está cada vez mais firme, depois de um primeiro passo com a coleção pre-fall 2019, que já deixou algumas expectativas no ar. Mas como qualquer mulher desiludida, a moda não se deixou logo perder de amores neste primeiro encontro, afinal ainda está de luto pela Celine, mas o encontro com a nova Bottega Veneta, em Milão, parace ter tudo para ser escadante.

As imagens da campanha foi fotografada por Tyron Lebon em Ísquia, uma ilha em Nápoles. Veja esta e as outras campanhas que marcaram o inicio do ano na galeria em baixo.