Cadernos e Blocos Para Redescobrir o Poder de Escrever à Mão

A tecnologia é incrível mas o que é escrito num papel dura para sempre. Por: Sandra Gato Imagens: © D. R.

Estivemos em confinamento. Cada uma de nós viveu-o à sua maneira, aprendendo a (des)valorizar determinadas coisas. Algumas de nós recuperámos paixões antigas, outras descobriram interesses novos.

A escrita é a paixão da minha vida e o papel sempre teve um papel preponderante no meu dia a dia. Gosto de tocar, de cheirar o papel. Gosto de ver como a tinta da caneta ou o carvão do lápis dão forma a palavras e preenchem as linhas. Mas, mesmo que a escrita não seja o centro da sua vida, este período de recolhimento pode ter servido para recuperar o prazer de escrever – não de digitar, escrever à mão mesmo.

O que fica no papel vive para sempre

E se é verdade que a tecnologia foi uma companhia imprescindível durante a quarentena e nos aproximou num momento em que o afastamento físico foi obrigatório, também é certo que ter mais tempo livre nos fez regressar a velhos hábitos (ou adotar novos). Semanas de confinamento não são o mais inspirador dos cenários, mas, nem que fosse para fugir ao tédio, é possível que lhe tenha apetecido pegar num bloco de notas ou num caderno esquecido. Para assentar ideias, passar receitas de cozinha, organizar pensamentos. E, acredite, esses registos, mais ou menos literários, vão ficar consigo mais anos que os inúmeros vídeos que recebeu no Whatsapp.

Escrever à mão dá estrutura física ao que mora no nosso cérebro. É uma ligação direta sem o filtro da tecnologia. E por isso é precioso. Os cadernos permanecem, guardam-se, acrescentam-se, deixam que se lhes colem fotografias e memórias.

Tanto quem ama profundamente a escrita, como quem a encara apenas como apenas mais um hobby para momentos aborrecidos, precisa de bom material – lembra-se dos dias de regresso à escola? –, por isso comece por escolher cadernos, blocos de notas, pastas e envelopes (sim, pode querer enviar algo escrito por si a alguém) que lhe agradem à vista. Tal como acontece na decoração, há folhas minimais, florais, geométricas… É só escolher e colocar lá a alma toda.