Pãodemia: Tudo o Que Precisa Para Aderir à Tendência de Fazer Pão Em Casa

O isolamento pôs quase toda a gente de mão na massa. Por: Sandra Gato Shopping: Maria Rodrigues -- Imagens: D.R

Sim, eu sei. É um trocadilho já batido mas um dos que vai para sempre ficar associado a estes tempos estranho que estamos a viver. Isto porque, a seguir ao açambarcamento de papel higiénico, um dos fenómenos desta pandemia foi a corrida à farinha. De repente e sem que nada o fizesse prever, as prateleiras de farinha esvaziaram-se. Motivo? Com mais tempo em mãos, muitas pessoas decidiram dedicar-se à nobre arte de fazer pão. Foi uma espécie de desejo coletivo de recuperar um hábito ancestral e, mesmo vivendo em meios urbanos, de voltar ao prazer de “pôr a mão na massa”.

De um momento para outro, todos nos tornámos padeiros amadores. E não tem a ver com questões económicas – porque o pão continua a ser um bem acessível – mas com a necessidade de, estando em casa, fazer algo de útil (quem não gosta de pão?) e que, ainda por cima, deixa aquele aroma reconfortante no ar.
Se há confort food por excelência é um bela fatia de pão quente com manteiga. Basta isso e o dia fica bem melhor.

O que precisa para ser um padeiro perfeito

E, se vamos ser padeiros, que o sejamos em grande estilo rodeando-nos de utensílios práticos e que fiquem bem na nossa cozinha ao mesmo tempo. Por isso, seja qual for o tipo de farinha (integral, trigo, de aveia…), o importante é que se traduza num pão que una a família à mesa – e essa consensualidade é capaz de ser outra das razões que nos encaminhou a todos para o corredor das farinhas dos supermercados – e cujo fabrico possa também ser um momento lúdico para as crianças.

Seja qual for a motivação, fazer pão é tudo de bom: sabe bem, é saudável, junta várias gerações, tem um aroma único e, mesmo quando fica duro, transforma-se em maravilhosas torradas ou açordas bem temperadas.