A Motorola Vai Criar Um Novo Telemóvel da Série RAZR e a Nostalgia é Real

Prepara-se para fazer um dos maiores throwbacks à primeira década dos anos 2000. Por: Cátia Pereira Matos -- Imagem: © D.R

Em 2006, todos queriam ter um Motorola V3, o mais cobiçado dos telemóveis dobráveis, com teclas sem relevo, um design elegante e disponível não só em preto como também em rosa e prateado. O telemóvel, que havia sido oficialmente lançado dois anos antes, depressa conquistou um lugar nos corações de celebridades como Paris Hilton (óbvio), Nicole Richie, Fergie e David Beckham, mas também nos nossos: é que para muitas pessoas, este modelo da série RAZR foi o aparelho telefónico sem fios através do qual fizeram os primeiros telefonemas e enviaram as primeiras sms. Agora, a marca prepara-se para criar um novo telemóvel desta série, e é impossível não sentir uma grande dose de nostalgia.

De acordo com fontes próximas da Motorola e da Lenovo (empresa detentora da marca) contactadas pelo Wall Street Journal, está a ser testado um novo telemóvel da série RAZR. Ainda não se conhecem muitos detalhes acerca do aparelho. O que se sabe, para já, é que se trata de um telemóvel de abrir, à semelhança do original, numa versão smartphone; que a sua introdução no mercado norte-americano está para breve; e que serão comercializados cerca de 200 mil dispositivos — uma pequena quantidade, se considerarmos que o modelo V3 foi um estrondoso sucesso comercial, com mais de 130 milhões de unidades vendidas em todo o mundo.

Um último e importante detalhe: este throwback à gloriosa primeira década dos anos 2000 terá um custo bastante elevado. Segundo a publicação, o preço deste novo telemóvel rondará os 15000 dólares (aproximadamente 1700 euros).

Uma nova tentativa

Esta não é a primeira vez que a Motorola tenta ressuscitar a série RAZR: em novembro de 2011, numa altura em que marca atravessava restruturações no seu modelo empresarial, foi lançado o Droid RAZR, mas o telemóvel em nada se parecia com o icónico modelo V3. Era um simples smartphone touch, à epoca o mais fino de sempre, sem um décimo do fator cool do modelo original, uma vez que não abria nem fechava.