Os Livros Que a Equipa da ELLE Está a Ler Na Quarentena

É com estes livros que temos as mesas de cabeceira decoradas. Por: ELLE Portugal Imagens: © D. R.

Sandra Gato, diretora

«Fiquei feliz e orgulhosa quando a minha filha de 14 anos me pediu, no Natal passado, dois livros em inglês de uma jovem poeta indiana de 27 anos. Feminista, é conhecida por ser uma instapoet (graças ao sucesso nas redes sociais) – tudo o que faça os adolescentes comprar e ler livros está ok para mim. Como estamos juntas em quarentena, eu e a minha filha vamos lê-los (ela já leu um) e comentar estas obras numa espécie de clube de leitura privado».

Manuela Mendes, diretora de arte

«Na quarentena, ainda não tive, efetivamente, muito tempo livre. Contudo, adoraria terminar o meu livro Becoming, de Michelle Obama».

Maria Rodrigues, assistente de direção

«Neste momento, tenho três livros na mesa de cabeceira. Adoro ouvir música e, como tal, estou a acabar de ler a biografia do Bruce Springsteen, Born to Run. A seguir, vou ler o Eu, do Elton John. Para finalizar, vou ler Uma obra enternecedora do assombroso génio, de Dave Eggers, que ainda não conheço, mas que estou com bastante curiosidade para ler».

Carolina Adães Pereira, editora de beleza

«Na minha adolescência, passei por uma fase em que só lia literatura clássica. Passados mais de dez anos, desconfio que era por causa das encadernações… Os meus pais tinham (e ainda têm) uma coleção de livros do Eça de Queiroz com capa dura, ilustrações vermelhas e pormenores de foil dourado que sempre me fascinou. Então, quando achei que já tinha idade para não os estragar, aventurei-me a lê-los. A minha afeição por livros de capa dura só aumentou e, ao longo dos tempos, muitos foram os que comprei em mercados ou lojas em segunda mão e tudo por causa das capas duras e ilustrações delicadas. Agora que tenho o tempo e a calma necessária para me dedicar à leitura, já tenho na minha cadeira de baloiço favorita O Crime do Padre Amaro (da coleção dos meus pais) e Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, o primeiro livro que comprei com 15 anos, para ler logo de seguida. Dizem que voltar a lugares onde foste feliz não é boa ideia, mas nestes dois casos, penso que não me vou arrepender».

Margarida Brito Paes, editora do online

«Leio sempre mais do que um livro ao mesmo tempo, normalmente são três, mas para a quarentena trouxe apenas dois (deve ter sido a esperança de que tudo acabe depressa a falar mais alto). Crónica do Pássaro de Corda, de Haruki Murakami, e Diana Vreeland, Empress of Fashion, de Amanda Mackenzie Stuart, foram as minhas escolhas para estes dias. O primeiro é um romance repleto de personagens surrealistas e acontecimentos estranhos, que abre um lado desconhecido da nossa imaginação – mas pode induzir-nos a pensamentos estranhos, a mim faz-me sonhar com coisas esquisitas, por isso, só o leio ao fim-de-semana. O segundo é a minha leitura de semana e é impossível não ficar fascinado com a vida de Diana Vreeland».


Inês Aparício, jornalista do online

«Já tenho o Mulherzinhas na estante há anos e nunca o abri. Ofereceram-mo quando era ainda uma criança e outros foram-no, naturalmente, ultrapassando. Agora (na verdade, já foi no final do mês de janeiro), a adaptação deste livro chegou ao grande ecrã e lembrei-me de que tinha a versão em papel. Por isso, como queria ver o filme mas não cheguei a conseguir fazê-lo antes dos cinemas fecharem, decidi dar-lhe uma oportunidade. Mas não sem antes acabar A Rapariga Esquecida, mais uma das dezenas de histórias que li sobre o Holocausto, uma temática sobre a qual sou apaixonada».