A H&M e a Ikea Estão a Trabalhar Na Criação de Materiais Mais Sustentáveis

Stora Enso é o nome da empresa que vai ser relevante na produção em escala dessas matérias. Por: Inês Aparício -- Imagens: © H&M

Numa procura constante por materiais mais sustentáveis e amigos, quer do ambiente, quer dos animais — como por exemplo, com várias marcas a abandonar o uso de animais exóticos nas coleções e a preferir o faux fur —, a indústria da Moda tem desenvolvido matérias que cumpram estes objetivos. A H&M e a Ikea juntaram-se, em 2014, à Lars Stigsson para criarem novas fibras têxteis de forma sustentável e com custos atrativos. Agora, um novo parceiro juntou-se a esta colaboração, a que deram o nome de TreeToTextile.

Stora Enso é o novo membro do grupo e tem um papel determinante na parceria, uma vez que é esta empresa de papel e madeira que irá suportar a industrialização do material já desenvolvido pelas restantes partes. «Estamos muito felizes por juntarmos sinergias e contribuir para uma produção têxtil mais sustentável. A marca produz celulose para dissolução de têxteis com base em madeira renovável e facilmente encontrada nas florestas. Será entusiasmante participar na industrialização desta tecnologia numa de nossas instalações para atender aos crescentes pedidos da sociedade», revelou Markus Mannström, vice-presidente executivo da divisão de biomateriais da Stora Enso.

Os quatro parceiros — H&M, Ikea, Lars Stigsson e, agora, a Stora Enso — têm partes iguais na TreeToTextile e todas acreditam que este material surgirá como uma excelente alternativa a preços atrativos. Estas consideram ainda que a fibra têxtil que desenvolveram poderá ser utilizada não só por estas marcas, como pelo restante mercado, uma vez que pode ser integrada em redes de fornecimento comuns.

Como funciona a fibra que desenvolveram

Para desenvolver este material, o grupo aproveita uma matéria-prima renovável que encontra nas florestas e regenera a celulose numa fibra têxtil. Esta produção utiliza uma menor quantidade de energia e químicos, o que permite que o processo seja mais sustentável e barato comparativamente às tecnologias e fibras convencionais.

Este já foi testado na Suécia, numa linha piloto, e será agora produzida em escala na construção de uma unidade de demonstração numa das instalações da Stora Enso na Noruega.