Estas São As Séries Que a Redação da ELLE Está a Ver Na Quarentena

Aqui ficam as nossas sugestões. Por: ELLE Portugal Imagens: D.R

Sandra Gato, diretora

«You foi a série que me “agarrou” na primeira semana da quarentena. Os motivos? Então… Os livros são protagonistas, principalmente na primeira temporada. Há referências literárias, há bloqueios de escritor, há conversas sobre autores. Os diálogos estão bem escritos e os comentários da personagem principal são sarcásticos e deliciosos. É um thriller que relata as obsessões amorosas de um psicopata que, apesar de letal, é irresistível. Faz-nos pensar como qualquer pessoa se pode envolver em relações tóxicas em que manipulação pura é confundida com amor. A primeira temporada passa-se em Nova Iorque e a cidade também é protagonista. Uma forma de viajar até lá numa altura em que isso não é possível. A segunda temporada é em Los Angeles e as diferenças – até sociais e culturais – de ambas as cidades americanas estão muito bem retratadas. Próxima viagem? Talvez… Duas temporadas, na Netflix.»

Manuela Mendes, diretora de arte

«Esta quarentena não tenho tido muito tempo. Mas, para quem tiver, recomendo que veja a série The Spy, a incrível história verídica do espião israelita passada nos anos 60, com a excelente interpretação do Sacha Cohen!».

Maria Rodrigues, assistente de direção

«Elenco de luxo com cenários de sonho, mas que nem tudo o que parece é… A cumplicidade, perigo, segredos e mentiras foram tudo o que me fez querer ver Big Little Lies e, agora, estou desejosa para a chegada da terceira temporada. Comecei ainda a ver Enlightened, também com a Laura Dern, mas estou no princípio».

Margarida Brito Paes, editora online

«A minha lista de séries é vasta e muitas delas são também escolhas comuns ao resto da equipa. You e Big Little Lies estão entre as minhas preferidas. Também estou a ver Elite e o fim de semana passado foi dedicado à história de Miss C. J. Walker. Por isso, deixo uma sugestão de uma série que parei de ver por falta de tempo e pretendo retomar em breve: Mindhunter, da Netflix. Conta a história da criação de um departamento especializado em serial killers, no FBI. A série gira em torno de várias entrevistas a assassinos em série, a fim de traçar o perfil deste tipo de criminosos. É uma excelente escolha para quem gosta de séries policiais e enredos psicológicos. Está ainda na minha lista a série Kalifat, também da Netflix, que é uma viagem às entranhas do Estado Islâmico».

Carolina Adães Pereira, editora de beleza

«Leu a ELLE de março? Se a sua resposta é negativa, leia-a antes de continuar; se a resposta foi positiva, provavelmente viu a nossa homenagem às mulheres que marcaram a história da indústria da beleza ao longo dos tempos. Umas das pioneiras que mereceu o nosso destaque foi Madame C. J. Walker e, tal como tive oportunidade de mencionar nessa altura, a vida da empresária afro-americana serviu de inspiração para uma minissérie biográfica que estreou recentemente na Netflix. Octavia Spencer no papel principal (e outras caras familiares no elenco) já era motivo suficiente para querer ver esta ou qualquer outra série, muito sinceramente, mas, neste caso, estou ainda mais ansiosa por poder conhecer melhor o percurso da primeira mulher milionária dos Estados Unidos da América».


Vítor Rodrigues Machado, editor de moda

«Tenho uma relação complexa com séries. Se começar a ver uma (especialmente se tiverem várias temporadas disponíveis), vou ver tudo de uma assentada só e acabo por ficar sem vida além delas. Por isso, para me policiar, procuro assistir a poucas. Atualmente, existem duas que estou a tentar ver: Sex Education e Elite (as últimas temporadas, claro). Sim, estou consciente de que as duas são séries de adolescentes, mas, para mim, nada me entretém mais do que os dramas da vida de quem ainda não tem sequer direito à carta de condução.»

Inês Aparício, jornalista do online

«A probabilidade de o nome The End of The F***ing World não lhe dizer nada é bastante grande e tenho uma explicação para isso: é das séries mais subvalorizadas de sempre. O drama britânico, assente num humor negro e repleto de sarcasmo, afasta-se dos clichés televisivos das séries com adolescentes para contar a história de um jovem, James, que, por não ter sentimentos, acredita ser um psicopata. Ao longo dos episódios, esta personagem evolui de uma forma surpreendente e mostra um lado sensível que nunca pensamos ver. Intensa e crua, não deixa de nos aquecer o coração, enquanto nos perturba, entre uma fotografia incrível e uma banda sonora que tem de ser obrigatoriamente guardada para ouvir, em loop, no final.»