#ELLEstaylocal: Bastian Quer Ver Os Seus Desenhos Nos Lugares Mais Inusitados

Para já, pode encontrar as ilustrações de Sebastião no Instagram. Por: ELLE Portugal Imagens: © D. R. e TEJA.

«Nunca pensei que os desenhos me levassem a algum lado profissionalmente», confessa Sebastião O’Neill Sá da Bandeira, a mente por trás de Bastian, à ELLE.pt. Contudo, o passo foi natural, ou não faria o desenho parte da sua vida desde os 12 anos. Em setembro do ano passado, começou a expôr os seus trabalhos no Instagram e, entretanto, já colaborou com diferentes marcas. Mas não quer ficar por aí. «Quero imprimir as minhas ilustrações nos sítios mais inesperados», declara.

Sebastião Sá da Bandeira

O que te levou a criar este projeto?

Desde os meus 12 anos que passo a maior parte do meu tempo a desenhar. Nunca pensei que os desenhos me levassem a algum lado profissionalmente – sempre foi uma forma de passar os meus pensamentos para o papel. Quando comecei a aprender a desenhar em formato digital, foi mais fácil adaptar os desenhos a diferentes superfícies e plataformas, o que acabou por me levar a criar uma página de Instagram que serviu como uma montra online para expor o meu trabalho.

Qual é a história por trás do nome?

Antes de voltar definitivamente para Lisboa, vivi na Califórnia, na Indonésia e na Noruega – três sítios onde senti que as pessoas tinham dificuldade em pronunciar o meu nome (o ‘ão’ é uma sonoridade portuguesa). O meu melhor amigo na Indonésia, o Dex, chamava-me ‘Bastian’ para facilitar e lembrei-me de resgatar esse nome. Achei que podia ser uma boa ideia para não limitar o meu trabalho a Portugal e chegar a mercados internacionais mais facilmente.

O que foi mais complicado no processo de criar uma marca/espaço?

Eu não tenho a obrigatoriedade de ter um espaço físico, o que facilita muito o meu trabalho. Normalmente, trabalho a partir de casa, no meu escritório/atelier. A minha namorada trabalha em comunicação de marcas e teve um papel muito importante no lançamento deste projeto, porque facilitou este processo de dar a conhecer o meu trabalho e também me dá pistas que me ajudam a orientar. Foi a melhor colaboração que eu poderia ter. 

Qual foi a razão para nunca desistires?

Às vezes, sinto que a imaginação se esgota ou que não há nada de novo a fazer, mas a resposta das pessoas ao meu trabalho tem sido muito boa e incentiva-me a continuar.

Qual foi o melhor momento ou história da marca/espaço até hoje?

Foram vários e alguns trabalhos já me deram uma satisfação especial. Um desses projetos foi um desenho que fiz em colaboração com a joalheira Juliana Bezerra e a Carolina Henke da Brigadeirando. Agora, estou a trabalhar em duas colaborações com marcas de roupa completamente diferentes que estão a ser divertidas, um desafio interessante a nível técnico e criativo.

Como é que a tua marca/espaço faz a diferença?

Procuro ter a minha própria imagem, uma linguagem, um universo estético e as minhas referências. Trabalho muito com flores que penso em diferentes formas de as olhar e adaptar a vários contextos e situações. O meu objetivo é criar uma linha coerente – eu quero que as pessoas olhem para os meus desenhos e os reconheçam, que saibam que fui eu a fazê-los.

O que ainda falta conquistar?

Sinto que ainda estou no início e, por isso, diria quase tudo. Principalmente chegar a outros países. 

O que mais precisas neste momento para chegares onde queres?

Ainda não sei onde quero chegar. Mas, para já, tenho vontade de colaborar com mais marcas, de aprender, de ver os meus desenhos estampados em superfícies diferentes – roupa, objetos para a casa, pranchas de surf, tábuas de skate. Quero imprimir as minhas ilustrações nos sítios mais inesperados.

Quais os maiores motivos para comprar português?

Acredito que é o primeiro passo para apoiarmos novos talentos e pequenas marcas. Só assim é possível dar a conhecer a criatividade portuguesa e o know how nacional a mercados e plataformas internacionais.

Diz-me outra marca/espaço português que te inspire e porquê?

A Juliana Bezerra. Identifico-me com o universo estético da marca (sempre inspirado na natureza) e com a perspetiva e a forma de trabalhar da Juliana. Já fizemos duas colaborações e sinto que é uma artista (e não só uma marca), que é apaixonada pelo que faz e é isso que a leva a querer ser melhor sempre. Para mim é uma inspiração e uma referência.

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#ELLEstaylocal

Apoiar e dar conhecer projetos portugueses é a missão da rubrica #ELLEstaylocal. Acreditamos que hoje é mais importante, que nunca, comprar português. É importante não deixar que marcas de qualidade se percam na espuma da pandemia.

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