Globos de Ouro 2019: Oito Momentos Que Marcaram a Cerimónia

Dos discursos feministas à insólita distribuição de vacinas contra a gripe, tudo sobre a cerimónia está aqui. Imagens: © GTRESONLINE.

Realizou-se ontem, em Beverly Hills, a 76ª cerimónia dos Globos de Ouro. Se não ficou acordada para ver o espetáculo até ao fim e não quer ser vítima de um indesejado FOMO (acrónimo inglês para Fear of Missing Out, expressão que pode ser livremente traduzida para «medo de ficar de parte»), nada tema: abaixo reunimos os oito momentos mais marcantes do evento.

Do preto integral aos detalhes: o Time’s Up continuou presente

A edição passada dos Globos de Ouro ficou marcada pela passadeira vermelha pintada de negro, num claro manifesto contra o assédio sexual na indústria cinematográfica. Grande parte das atrizes vestiram preto, em apoio ao movimento Time’s Up, mas, ainda que este ano a cerimónia tenha sido mais heterogénea, a luta não foi esquecida. Desta vez, as celebridades completaram os looks com pulseiras e fitas onde se podia ler «Time’s Up X 2», em tributo ao segundo ano da ação feminista.

 

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Os acessórios foram criados pela designer e stylist Arianne Philips – que já em 2018 desenvolvera os pins que figuras como Emma Stone e Reese Witherspoon utilizaram na gala – e fazem parte da nova campanha do movimento Time’s Up, cujo nome surgia nas peças.

 

50/50 de homens e mulheres em futuros projetos, é o desafio de Regina King

As entregas de prémios são frequentemente marcadas por discursos inspiradores e empoderados. Se em 2018 deitámos uma pequena lágrima ao ouvir as palavras de Oprah, este ano foi Regina King quem aproveitou a oportunidade para fazer uma proposta em nome do feminismo.

«Vou usar a minha plataforma para afirmar que nos próximos dois anos – estou a fazer uma promessa e vai ser árdua – irei garantir que em todas as minhas produções existirá 50% de mulheres. Desafio qualquer pessoa que estiver numa posição de poder, não só na nossa indústria como em todas as outras, a fazer o mesmo», incentivou a atriz, enquanto aceitava o globo de ouro para melhor atriz secundária pelo papel em If Beale Street Could Talk.

 

Vacinas distribuídas: o frio já pode chegar

Sandra Oh, apresentadora da cerimónia em conjunto com Andy Samberg, decidiu trazer parte do seu papel em Anatomia de Grey para os Globos de Ouro. A atriz não vestiu bata branca, mas, dos bastidores, surgiram várias pessoas disfarçadas de enfermeiros, com vacinas contra a gripe para as celebridades ali presentes. Enquanto que uns alinharam rapidamente na brincadeira, outros, como Willem DaFoe, estamparam um grande «não» na cara.

 

«As mulheres têm de seguir os seus sonhos», sublinha Glenn Close

As apostas estavam todas em Lady Gaga, mas foi Glenn Close quem levou o globo de ouro de melhor atriz num filme dramático para casa. E a surpresa foi real. Pelo menos para a atriz de A Mulher, que não conseguiu esconder a admiração depois de ouvir o seu nome.

Apesar do momento inesperado, Glenn Close subiu ao palco e deixou uma mensagem de motivação para todas as mulheres: «Nós temos filhos, temos os nossos maridos, se tivermos sorte, os nossos companheiros, quem quer que seja. Mas temos que ter uma satisfação pessoal», declarou a atriz de 71 anos. «Temos de seguir os nossos sonhos. Temos de dizer: ‘eu posso fazer isto e eu quero fazer aquilo’», concluiu.

 

O grito de Emma Stone em resposta a Sandra Oh

Em 2015, Emma Stone foi alvo de críticas quando, para o filme romântico Aloha, interpretou Allison Ng, uma habitante do Havai com raízes asiáticas. O momento foi lembrado ontem, no palco dos Globos de Ouro, por Sandra Oh. Quando a apresentadora da cerimónia se pronunciou sobre o whitewashing (termo utilizado para definir a escolha de atores de pele clara para interpretarem personagens de outras etnias) em Hollywood, Stone reagiu. «I’m sorry!» («Peço desculpa!»), gritou a atriz da sua cadeira, depois de Sandra Oh dizer, num tom irónico, que Crazy Rich Asians era «o primeiro filme de estúdio protagonizado por asiático-americanos desde Ghost in the Shell e Aloha».

 

Um quase pedido de casamento

Amy Poehler e Maya Rudolph protagonizaram um dos momentos mais caricatos da cerimónia: em palco, a última pediu a primeira em casamento. «Amy, és o amor da minha vida», começou por dizer Maya Rudolph, enquanto tentava abrir uma pequena caixa de joias. «Amy Geraldine Poehler, casas comigo?». Tudo não passou de uma paródia do verdadeiro pedido de casamento que marcou a última edição dos Emmys, quando o premiado realizador Glenn Weiss se propôs à namorada Jan Svendsen.

Entretanto, no Twitter, já há quem peça para as duas apresentarem a cerimónia dos Óscares no próximo dia 25 de fevereiro, para a qual ainda não há anfitrião.

 

Jatos privados e um agradecimento às b*tches: somos todos Olivia Colman

A vencedora do Globo de Ouro para Melhor Atriz num Filme de Comédia ou Musical, Olivia Colman, agradeceu a Emma Stone e a Rachel Weisz, com quem contracena na longa-metragem A Favorita, de um modo peculiar: «[Obrigada] às ‘minhas’ b*tches». Isto depois de ter dito que se divertiu à brava durante as filmagens. «Andei de jato privado e comi com frequência durante o filme e foi incrível», afirmou, entusiasmada, a atriz britânica de 44 anos.

 

O emocionado tributo de Sandra Oh aos pais

Mais do que ter sido a apresentadora da cerimónia, Sandra Oh foi uma grande vencedora, tendo conquistado a estatueta de Melhor Atriz em Série de Drama. Aquando do discurso de agradecimento, a protagonista de Killing Eve — que ficou conhecida do grande público pela sua participação em Anatomia de Grey — fez uma declaração de amor aos pais em coreano. «Estão aqui duas pessoas, e estou muito grata por elas estarem aqui comigo. Eu gostaria de agradecer à minha mãe e meu pai», disse Oh, emocionada, antes de proferir um «pai, mãe, adoro-vos» ainda em coreano.