Cinco Motivos Para Ver Black Panther Que Chega Agora Aos Cinemas

A estreia do filme é esta quinta-feira nas salas portuguesas. Por: Joana Moreira -- Imagens: © IMDB

Historicamente, a supremacia de homens brancos imperou nas narrativas de filmes de super-heróis. Basta pensar em Super Homem, Homem-Aranha, Capitão América, Wolverine, Lanterna Verde – e a lista continua. Desta vez, contudo, a história é diferente. A adaptação de Ryan Cooler da história de Black Panther resulta naquele que se arrisca a ser um dos filmes da Marvel mais revolucionários de sempre. Abaixo explicamos porquê e damos-lhe cinco motivos para se deslocar até ao cinema mais próximo.

Pelo seu caráter revolucionário

É um filme orgulhosamente negro, com tudo o que isso implica. O empoderamento negro não é um detalhe, mas um fio condutor de toda a história. Aqui celebra-se o poder e beleza de homens e mulheres negros, algo não só invulgar, mas inédito no género. Além de que Black Panther, criado em 1966, é o primeiro super-herói negro nos comics americanos ditos mainstream. Esta é a homenagem merecida finalmente no grande ecrã.

Pelo contexto atual

Desde sempre que a indústria é acusada de racismo, mas em 2016 o problema tomou novos contornos, com a proliferação da hashtag #OscarsSoWhite. Agora, e num momento particularmente fraturante para sétima arte, este Black Panther traz em si mesmo não só todo um hype mas também cheiro a revolução. Isso e um timming perfeito que, numa época pós-Weinstein, promete fazer bons resultados de bilheteira.

Pela banda sonora

Desde o cinema sonoro que a música passou a fazer parte do universo cinematográfico. É da simbiose entre ambas as artes que surgem grandes bandas sonoras, como é o caso deste filme em particular. A música de Kendrick Lamar não só é a representação da voz mais profunda de Black Panther como é um verdadeiro hino dos tempos modernos. Saber que há em Lamar uma voz ativa no mundo presente poderá ter facilitado esta colaboração, cujo resultado inclui tiradas como esta: «I fight the world, I fight you, I fight myself, I fight God, just tell me how many burdens left?», são as palavras entoadas em Pray for me, uma das canções da banda sonora.

 

Por Lupita Nyong’o

O mundo despertou para a atriz nascida no México mas com origens quenianas em 12 Anos Escravo, com a representação irrepreensível da escrava Patsey. Ninguém queria acreditar, mas era o primeiro filme de Lupita Nyong’o, que entrava assim para a primeira linha de Hollywood, culminando com o reconhecimento com o Óscar de melhor atriz. Uma meia dúzia de filmes depois, a expectativa continua alta para ver a prestação de Lupita, sobretudo numa história que, como já disse em diversas entrevistas, lhe diz tanto.

e… todo o elenco

Não, não estamos só a falar de Michael B. Jordan – cujo nome estaria praticamente certo a partir do momento em que Ryan Coogler foi apontado como o realizador (o ator entra em todos os filmes de Coogler). Falamos, acima de tudo, da diversidade do casting de atores. De Chadwick Boseman a Daniel Kaluuya e Letitia Wright (a atriz de quem todos falam depois da última temporada de Black Mirror).