Vueling Proíbe Passageira de Embarcar Por Estar a Usar Um Body

Absurdo, certo? Mas o caso não é único. Por: Margarida Brito Paes -- Imagens: © D.R.

No passado domingo, 21 de junho, uma passageira espanhola foi deixada em terra porque a forma como estava vestida foi considerada inadequada. Laura C. de 24 anos, vestia um body e uma saia e calçava ténis. A Vueling considerou que a passageira tinha vestido uma fato de banho e por isso deixou-a em terra. Se fosse uma homem com calções de banho, a companhia teria deixado o passageiro passar.

Segundo as normas da Vueling os passageiros podem ser impedidos de embarcar caso comprometam a segurança do voo, se comportem de forma escandalosa ou estejam a incomodar os outros passageiros. Segundo a associação Facua-Consumidores en Acción a roupa não é justificação suficiente para que o voo esteja em causa. Assim a associação apresentou uma denuncia contra a companhia, já que a decisão parece ter sido tomada com base numa «descriminação de caráter machista».

A defesa da Vueling

Em sua defesa a companhia aérea afirmou que aplica regras igualitárias ao passageiros.

 

A Vueling acrescentou ainda que única razão que levou à decisão de não deixar embarcar Laura, se prendeu com a forma como tratou a hospedeira de terra. E terá também sido essa a razão que levou a companhia a chamar a segurança do aeroporto ao local. No entanto, também é verdade que o início do desentendimento se deu pelo facto da roupa da passageira ser considerada inadequada.

A denuncia que se tornou viral 

A denuncia foi feita no Twitter na conta da irmã da passageira. No vídeo, onde não se consegue ver a roupa de Laura C.,  é bastante perceptível a indignação dos outros passageiros. O vídeo foi gravado já no corredor que dava acesso ao avião. Já depois da passageira ter passado pela segurança, onde não teve qualquer problema, e pela porta de embarque onde surgiram as primeiras complicações.

«Quando estava na fila entre uma hospedeira e que estava no balcão. Ao chegar a minha vez a funcionária disse-me que assim não podia voar, e que deveria ir comprar algo para me cobrir. Eu disse-lhe que tinha um lenço para me cobrir e ela disse que nem assim.», contou Laura ao El País. Apesar da implicação a hospedeira deixou-a passar, tendo surgido o impedimento de voar mesmo na porta do avião.

 

Outros casos onde a roupa vale tanto como o bilhete

Por muito chocante ou absurdo que isto lhe possa parecer, a verdade é que não é um caso único.  No passado dia 28 de junho a Easy Jet impediu uma passageira de embarcar mesmo depois desta se ter coberto. Harriet Osborne, de 31 anos, viajava sem soutien e com um decote que foi considerado inadequado pela companhia. Mesmo depois de vestir uma sweatshirt, não lhe foi permitido embarcar.

Em março também a companhia Thomas Cook num voo que partia de Birmingham para Tenerife, pediu a uma passageira que se cobrisse por estar a usar um crop top. Concidência ou não o que é facto é que estes três casos aconteceram ou em aeroportos espanhóis, ou em voos para Espanha.