Marc Jacobs Celebrou a Alegria de Viver e Homenageou Karl Lagerfeld

O desfile levou 'Euphoria' e o Jardim do Éden Para a Passerelle em Nova Iorque Por: Margarida Brito Paes -- Imagens: Imaxtree

No dia 11 de setembro, em Nova Iorque, Marc Jacobs celebrou a alegria de viver. As cores fortes da coleção, a atitude diferente de cada modelo, e os looks extravagantes denunciavam a intenção de frisar a lado mais lúdico da moda. Escolher o que vestir não tem de ser apenas um dos primeiros passos da nossa rotina diária, pode (e deve, achamos nós) ser uma ato de afirmação e um momento de puro prazer.

E impossível deter o sorriso no rosto e o brilho nos olhos, quando desfila o terceiro look de Marc Jacobs. Um vestido de amores perfeitos amarelos e roxos. Tudo neste desfile é cor, é irreverente, é alegre, e único.

À semelhança do que acontece cm os desfiles da Gucci, aqui o fio condutor é a individualidade, cada look vive sozinho, e o sentido de coleção como apresentação coesa, coerente, que conta uma história sólida, desvanece propositadamente. É impossível relacionar o fato de calças amarelo, pespontado, com uma faixa de organza roxa a dar uma grande laçada no pescoço, com o vestido de flores XXL e folhos circulares revoltos do coordenado número trinta e cinco. Aqui a lógica não é continuidade, mas a individualidade.

 


«Este desfile… é uma celebração da vida, alegria, individualidade, otimismo, felicidade, indulgência, sonhos  e de um futuro por escrever que continue a aprender com o nosso passado e com a história da moda», escreveu Marc Jacobs na sua conta de Instagram. A individualidade foi um elemento tão presente que até as cadeiras da plateia eram todas diferentes.

Uma homenagem a Karl Lagerfeld no desfile de Marc Jacobs

Na verdade não foi apenas uma homenagem, mas sim quatro. E surgiram todas na forma de looks no desfile. Homenagens escancaradas nos casacos de bolsos de chapa em tweed eternizados pela Chanel. O legado de Karl Lagerfeld, que faleceu em Fevereiro de 2019, é indiscutível. A moda está repleta de silhuetas que Karl desenhou e redesenhou vezes sem conta.

E para Marc Jacobs a forma de manter vivo quem já partiu, é relembrar a sua genialidade. Para o fazer apropriou-se de alguns elementos que são impossíveis de olhar sem nos lembrarmos do kaiser. «Karl Lagerfeld morreu e nós temos o Karl em mente, e a Chanel. (…) Mas, sabem, nós mantemo-los vivos, quando os imitamos, dando-lhes o crédito, e deixando-os continuarem a inspirar-nos» disse Marc Jacobs ao WWD.

Um fórmula também utilizada muitas vezes por Alessandro Michele na Gucci, com desfiles onde desfilam sem vergonha silhuetas de outros autores, mas que, ainda assim, tem cravejada a assinatura da Gucci.

Euphoria a maquilhagem que aterrou os pé na terra

É bom conhecer e respeitar o passado. Incrível ter sensibilidade para antever o futuro. Mas é imprescindível reconhecer o presente. Neste desfile o toque de realidade, a sensação de aqui e agora, surgiu através da maquilhagem. Os looks da responsabilidade de Pat McGrath foram inspirados pela série Euphoria. Todas as maquilhagens foram diferentes e o brilho e cor esteve sempre presente.

Euphoria é uma das séries de maior sucesso da atualidade e sua maquilhagem já fez correr rios de tinta. Um toque de atualidade que não deu nas vistas apenas no desfile de Marc Jacobs, já que foram vários os designers que daqui beberam inspiração.