Dia da Mulher é Dia de Lutar Contra a Desigualdade Em Vários Pontos do País

Estão marcadas várias manifestações e uma greve feminista para dia 8 de março. Por: Inês Aparício -- Imagens: © GTRESONLINE.

«Juntas somos mais fortes», lê-se na primeira linha do Manifesto Greve Feminista Internacional, a base das manifestações convocadas pela Rede 8 de Março para o dia da mulher. E é assim que o feminismo estará em vários pontos do país, neste 8 de março, para lutar contra a desigualdade entre homens e mulheres no trabalho, em casa, no espaço público, nas escolas e universidades. Para reivindicar pelo direito a uma sexualidade livre e responsável, à possibilidade de escolher ou não ser mãe, à habitação, educação e saúde públicas. Para se mobilizarem contra a violência e os preconceitos.

Manifestações de norte a sul

Portugal continental e as ilhas mobilizam-se no dia 8 de março para lutar contra a desigualdade de género. Em baixo, ficam todos os locais e horários das manifestações marcadas, pela Rede 8 de março, em todo o país.

Albufeira, Praça dos Pescadores – 18h

Amarante, Largo de S. Gonçalo – 17h

Aveiro, Praça Dr Joaquim de Melo Freitas – 18h

Braga, Avenida Central – 18h

Chaves, Ponte Romana – 19h

Coimbra, Praça da República – 17h30

Covilhã, Jardim Público – 17h

Fundão, Praça do Município – 10h15

Lisboa, Praça do Comércio – 17h30

Porto, Praça dos Poveiros – 18h30

São Miguel (Ponta Delgada), Portas da Cidade – 16h30

Vila Real, em frente ao tribunal judicial – 17h30

Viseu, Jardim Tomás Ribeiro, no Rossio – 17h

Évora junta-se à concentração em Lisboa, na Praça do Comércio, às 17h30

Em dia de greve feminista, as mulheres param, país para

A 8 de março do ano passado, milhares de espanhóis fizeram greve. Mas em vez de ficarem em casa, saíram à rua para reivindicar  igualdade de género. E este movimento inspirou os portugueses a transpor a fronteira para trazer a greve feminista para solo nacional um ano depois.

Assim, foi marcada uma greve ao trabalho remunerado, prestação de cuidados, consumo e estudantil, os quatro pilares desta greve feminista. «As violências que sofremos são múltiplas, por isso a greve que convocamos também o é», pode ler-se no manifesto divulgado na página da UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta e nas redes sociais.

Esta foi apoiada por cinco sindicatos, que lançaram pré-avisos de greve para esta sexta-feira, 8 de março. O Sindicato das Indústrias, Energia, Serviços e Águas de Portugal (SIEAP), Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESUP), Sindicato dos Trabalhadores de Saúde, Solidariedade e Segurança Social (STSSS), Sindicato dos Trabalhadores de Call-Center (STCC ) e Sindicato de Todos os Professores (STOP) permitiram, deste modo, que as mulheres e homens dessas áreas possam tirar o dia para protestar contra a desigualdade de género.

Dia de luto nacional decretado

Depois da proposta de Mariana Vieira da Silva, ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, ter sido aprovada pelo Conselho de Ministros na quinta-feira passada, 28 de fevereiro, um dia de luto nacional pelas vítimas de violência doméstica tornou-se realidade. Dia 7 de março, o anterior ao dia da mulher, foi o escolhido para consciencializa sobre a problemática e homenagear as vítimas. Este ano é a primeira vez em que acontece.

Neste dia 7 de março, a UMAR pede às mulheres que vistam uma peça de roupa preta, enquanto ato simbólico de «sensibilização da sociedade portuguesa para o flagelo da violência contra as mulheres».