Edie Campbell Faz Publicação Irónica Sobre O Seu ‘Tamanho’ No Instagram

Resta saber se a publicação não passou de ironia, ou se foi mesmo uma chapada de luva branca a uma marca. Por: Inês Aparício -- Imagens: © Imaxtree.

Quando parecia que a indústria da moda caminhava a passos largos para uma maior diversividade e representatividade, eis que Edie Campbell lança uma polémica sobre o seu «tamanho» nas redes sociais. A publicação irónica, em tom de denúncia, foi realizada nas histórias da sua conta de Instagram. Edie surgiu sentada numa mesa com croissants e outros doces, como resposta a quem a acha «demasiado grande».

A modelo, que encerrou recentemente a apresentação das propostas de outono/inverno 2019 de Alberta Ferreti, na Semana de Moda de Milão, não expôs o nome do criador que  alegadamente colocou em causa o seu peso.

Numa primeira história na rede social, Edie Campbell escreveu que «quando uma marca diz que és ‘demasiado grande’ para abrir o seu desfile, chamas a Christabel MacGreevy para um mega pequeno-almoço». «Por ‘demasiado grande’ não quero dizer ‘demasiado famosa’. Quero dizer ‘demasiado gorda’», completou numa segunda publicação.

Críticas à indústria no passado

Esta não é, no entanto, a primeira vez que a modelo criticou o universo da moda. No ano passado, Edie Campbell colocou em causa os momentos pré e pós desfiles, nos quais as modelos têm de mudar de roupa à frente de outras pessoas. Esta pediu que fossem disponibilizados espaços privativos em todos as apresentações – tal como já começara a acontecer em alguns casos na Semana de Moda de Nova Iorque, em setembro de 2018 – para que estas trocassem os coordenados, uma vez que considerava a prática «bizarra, desconfortável e humilhante».

Também no ao anterior (2017) publicou uma carta aberta no WWD, na qual pedia que fosse tomada consciência relativamente ao assédio de que as modelos eram alvo por parte de fotógrafos e outros membros do mundo da moda. «Fazemos parte de uma cultura que torna o abuso, em todas as suas vertentes, demasiado aceitável. Isto pode ser um ritual de humilhação para os modelos e depreciação do trabalho dos assistentes», notou Edie. «Chegamos a um ponto em que esta realidade se tornou simplesmente parte do trabalho», concluiu.