Cheerleaders Masculinos Fazem História Ao Participar na Super Bowl

Os dois membros dos Los Angeles Rams quebram, assim, barreiras de género. Por: Inês Aparício -- Imagens: © The Rams

Quinton Peron e Napoleon Jinnies: são estes os nomes que deve fixar. Podem não integrar os manuais escolares comuns, mas ficarão para a história como os primeiros cheerleaders masculinos a participar na Super Bowl. A 53ª edição deste evento desportivo dá, deste modo, um passo em direção à igualdade de género, numa altura em que a instituição de cheerleading está sob escrutínio devido a alegadas acusações de discriminação relativamente aos membros femininos e masculinos da equipa New Orleans.

Estes dois cheerleaders já haviam quebrado barreiras de género em março do ano passado, quando se tornaram nos primeiros homens a dançar numa equipa de cheerleaders da NFL (National Football League), a liga profissional de futebol americano. No entanto, é de salientar que estes não são precursores no apoio aos clubes desta liga. Os The Baltimore Ravens e os Indianapolis Colts também têm figuras masculinas nas suas equipas de cheerleaders, mas apenas enquanto base para as acrobacias executadas pelas colegas do género feminino (os chamados stuntmens).

O duo – composto por bailarinos profissionais – irá apoiar os Los Angeles Rams no jogo contra os New England Patriots, as equipas que irão disputar o primeiro lugar do campeonato da liga de 2018 neste domingo, 3 de fevereiro.

Cheerleaders ao longo do tempo: de uma maioria masculina a exceção

Ao contrário do que acontece nos dias de hoje, nos tempos que antecediam a segunda guerra mundial, as equipas de cheerleaders eram predominantemente masculinas – ainda que estes não dançassem ao lado das mulheres -, relata a Elle britânica. Isto deixou de ser uma realidade quando os homens começaram a integrar as listas do exército e as mulheres passaram a ocupar as posições destes nos eventos desportivos.

As primeiras cheerleaders oficiais da National Football League, a liga profissional de futebol americano, eram fãs dos Baltimore Colts que levavam os seus próprios vestidos e pompons para o campo, já em 1954. A partir dessa data, a tradição de apoiar as equipas de futebol americano evoluiu para uma indústria autónoma, na qual é possível, por exemplo, requisitar a equipa para eventos privados.