Assédio Sexual: O Porquê de Usar a Hashtag #HimThough e Não #MeToo

Milhares de mulheres estão a escolher deliberadamente partilhar histórias com uma em detrimento de outra. Por: Joana Moreira -- Imagens: © Gtresonline

Nas últimas semanas, milhares de mulheres usaram as redes sociais para partilhar experiências de assédio e abusos sexuais, como consequência do escândalo sexual que envolve Harvey Weinstein. O caso que abalou Hollywood de uma ponta à outra ganhou proporções globais e a hashtag agregadora de todas as situações que excluem o produtor tem sido #MeToo. Muitos tweets, posts de Instagram e facebook depois de a jornalista Liz Plank, que dá pelo nome de @feministafabulous no Twitter, chamar a atenção para o uso da hashtag.

«Estou contente por as mulheres partilharem as suas histórias com #MeToo mas precisamos de mudar a forma como falamos de assédio sexual por isso vou começar com #HimThough», escreveu.

O objetivo é que não sejam apenas as mulheres a colocar-se na posição vulnerável de descrever as situações, mas virar o foco para os homens. «Quantas mulheres que digam #MeToo vão ser precisas até que os homens falem sobre #HimThough», perguntou.

Os utilizadores da rede social seguiram as sugestões da jornalista, e partilharam opiniões sobre o facto de se falar sobre as mulheres vítimas de assédio sexual e não sobre a responsabilização dos homens por esses casos. «Quem disse que é o trabalho das mulheres ‘corrigir’ os homens?», questionou.