Caratér Obrigatório: As 13 Músicas Que Marcaram 2018

O ano pode ter chegado ao fim, mas estas músicas já estão na nossa playlist de 2019. Por: Carolina Adães Pereira -- Imagem: © D.R

Este ano teve alguns momentos de altos e baixos, verdade, mas, no fim do dia, fomos salvos pela qualidade musical. Sem mais demoras, a melhor música que ouvimos em 2018 em baixo.

 

ROSALÍA – MALAMENTE

Não há muito tempo, incluímos a cantora catalã na nossa seleção de vozes femininas a ouvir já. Porquê? Porque Rosalía acordou o mundo para o tradicional flamenco, numa fusão com ritmos latinos e trap, tornando-o acessível a toda uma nova geração que gosta de ser desafiada a nível intelectual. Malamente, o primeiro episódio do seu segundo disco, El Mal Querer, valeu-lhe dois Grammys Latinos — melhor música alternativa e melhor fusão urbana.

 

DRAKE – IN MY FEELINGS

Nenhuma música gerou tantos vídeos este ano — e acidentes de carro, arriscamo-nos a dizer. A verdade é que Drake teve um ano muito bom: o Spotify (e os seus utilizadores) corou-o como o artista mais ouvido de 2018 (e de sempre na plataforma); e sem dúvida alguma que In My Feelings e o Kiki Challenge tiveram um papel muito importante nesta conquista.

 

LADY GAGA e BRADLEY COOPER – SHALLOW

Nunca uma música foi tão cantada/tocada/incluída nas stories do Instagram como esta nas primeiras semanas em que o novo remake de Assim Nasce Uma Estrela chegou às salas de cinema. Apesar de poder ser um pouco inquietante quando está em clipes de 15 segundos, não podemos negar o poder das vozes de Lady Gaga e Bradley Cooper em Shallow (e em todo o filme no caso da dupla, e em tudo o que faz no caso de Gaga). Aliás, esta música está nomeada para melhor canção original nos Globos de Ouro e para quatro Grammys, incluindo melhor música.

 

ROBYN – HONEY

Foram oito longos anos sem Robyn nas nossas vidas, mas as suas músicas foram sinal de resistência nas nossas playlists para aqueles momentos em que o #heartbreak foi real. Afinal, quem mais do que a cantora sueca conseguiu pôr em perfeitas palavras e melodias a dor que se sente quando se descobre que vamos continuar a dançar sozinhas? Só Robyn. Honey foi apresentada num dos episódios da temporada final de Girls, numa verão muito inicial. Robyn partilhou com o New York Times que nenhuma outra música dela teve tantas versões como esta. O resultado final que podemos ouvir no seu álbum (com o mesmo nome) é muito diferente dos trabalhos anteriores da cantora. Em termos de letra, a mensagem é de sedução e de provocação: «Baby I have what you want. Come get your honey». Desafio aceite!

 

JORJA SMITH – BLUE LIGHTS

Por esta música no top de 2018 quase que é errado. Afinal, a sua data de lançamento remonta ao ano de 2016. Mas foram precisos dois anos (e uma participação numa música de Drake e uma digressão com Bruno Mars) para o mundo ter notado em Jorja e em Blue Lights como o seu primeiro single oficial. À semelhança de Rosalía, também a cantora inglesa faz parte nossa seleção de jovens talentos no feminino que marcaram 2018; e depois de ter cancelado a sua vinda a Portugal este ano, Jorja Smith recompensa-nos em 2019 no NOS Alive.

 

THE 1975 – LOVE IT IF WE MADE IT

Ao site Genius, Matt Healy, vocalista dos The 1975, explica que não há grande ciência aplicada a esta música. A fórmula é bastante simples: ser um reflexo do tempo em que vivemos; tempo que tanto a nível social como a nível político (independentemente de que lado do Oceano Atlântico vive) é muito complexo. Em Love It If We Made It, é reconhecido o falecimento de Lil Peep, incluído o tweet insólito de Donald Trump em resposta a Kanye West e a ideia geral que a internet e o acesso fácil e rápido a informação de todo o tipo fez-nos mais suscetíveis a sermos enganados; mas que mesmo assim queremos mais e ainda acreditamos que algo de bom vai acontecer. Tudo isto embalado num pop que já é assinatura de banda, o que torna esta música ainda mais especial.

 

CHILDISH GAMBINO – THIS IS AMERICA

Vamos focar-nos no essencial: não há música mais atual e mais representativa dos Estados Unidos da América em 2018 do que esta. O nome não deixa margem para dúvidas, é certo, mas as letras e o vídeo assumem um papel de protesto e que apela à visibilidade de uma causa urgente: a brutalidade que consome as ruas americanas e “targuetiza” principalmente as comunidades afro-americanas. Não interessa se o conhece como Donald Glover ou Childish Gambino; o que interessa é que veja o vídeo e escute a mensagem da música com atenção. E adicione-a à sua playlist, claro.

 

THE CARTERS – APES**T

Se este foi dos melhores trabalhos da Queen B e de Jay Z? Talvez não. No entanto é impossível não incluir esta música no top ELLE por vários motivos. Primeiro: Beyoncé. Segundo: porque é o primeiro álbum em conjunto de um dos casais mais mediáticos da indústria. Terceiro: este videoclip. Quarto: Já dissemos Beyoncé? Sabemos que esta música é creditada ao casal, mas todos os elementos são produzidos para realçar o poder e a energia de Beyoncé, incluindo os versos de Jay Z e os adlibs de Quavo, da banda Migos. Para além disso, todo o visual criado para APES**T ajudaram a construir a música. Quem fecha o Museu do Louvre para gravar um vídeo? Os Carters.

 

TRAVIS SCOTT – SICKO MODE

Em julho, quando Travis passou por Lisboa como um dos cabeças de cartaz do Super Bock Super Rock, ficámos tão focadas em Kylie Jenner que quando Astroworld foi lançado meses mais tarde fomos apanhadas desprevenidas. Assumimos o nosso descuido e exaltamos agora o segundo trabalho do rapper de Houston. Com a participação de Drake, Sicko Mode é o cartão de visita para o parque de diversões que Travis diz ter criado com este álbum (e em que transforma todos os espaços por onde passa com a sua digressão). Com a repetição constante da expressão «Like a Light» entre os dois rappers, é impossível não ficar com ela presa na cabeça.

 

ARIANA GRANDE – THANK U, NEXT

2018 vai ser lembrado por muitos acontecimentos. Vários deles estão associados a Ariana Grande. Primeiro mostrou-nos que é possível viver e amar, mesmo quando já não há mais lágrimas para chorar. Depois, fez-nos acreditar que Deus pode ser uma mulher. E, por fim, criou o hino para todas as mulheres que viram as suas relações chegar ao fim e estão prontas para seguir em frente, sem ressentimentos; só com boas lembranças. No meio disto tudo, conseguiu ser a mulher mais ouvida no Spotify, lançar um perfume, e ainda ter uma das relações mais mediáticas do ano. Podíamos ter escolhido outra música para incluir no nosso top, mas escolhemos Thank U, Next porque a música de Ariana é um reflexo da própria cantora: num curto espaço de tempo, evolve, reinventa-se e não consegue ficar em segredo durante muito tempo. E porque todos os nossos filmes de infância/adolescência foram recriados para este videoclip.

 

CONAN OSIRIS – ADORO BOLOS

As comparações com António Variações são inevitáveis. Pelo ar fresco com algum mistério que trouxe ao panorama musical português. E tal como Variações foi no seu tempo, não é consensual. Num comentário no Youtube, numa tentativa de explicar a música de Conan Osiris, lê-se «isto é uma mistura do profano e do divino. É uma sandes em pão de alfarroba e sementes de chia com Nutella(…)». Nada fez tão sentido em referência ao cantor lisboeta. Em jeito de homenagem ao seu primeiro álbum completamente em português, destacámos a música que lhe dá o nome: Adoro Bolos. Não é porque adoramos bolos. Adoramos mesmo é Conan.

 

CARDI B – I LIKE IT

As confusões em que Cardi B esteve envolvida em 2018 foram muitas, quase tantas quantos os featurings em que a cantora participou. E por isso mesmo, a rapper do Bronx tinha que estar presente neste top. I Like It podia ser eleita a música oficial deste verão. Com o ritmo da salsa do clássico I Like It Like That de Pete Rodriguez como ponto de partida e as vozes de J. Balvin e Bad Bunny a ajudarem a fazer a festa, Cardi B deixa claro que o seu estilo de vida é glamouroso e maior do que a própria vida e, principalmente, que não é um one hit wonder e ela gosta que assim o seja.

 

JOANA ESPADINHA — LEVA-ME A DANÇAR

O 2018 de Joana Espadinha começou com uma participação no Festival da Canção e terminou com o lançamento do muito aguardado segundo álbum de estúdio, O Material Tem Sempre Razão, produzido por Benjamim. Pelo meio, durante os quase seis meses que separaram o primeiro do segundo acontecimento, Joana levou-nos a dançar. O primeiro single extraído do seu novo álbum é, nas palavras de Samuel Úria, uma «canção melodicamente perfeita», com uma letra orelhuda acerca das expectativas do amor embrulhada na voz leve de uma das grandes promessas da música pop nacional.

 

Para aceder à playlist completa ELLE 2018 basta clicar aqui. Poderá ouvir todas as músicas, à exceção da de Conan Osiris, que só está disponível aqui. É só carregar no play.