#ELLEstaylocal: Shaeco, De Um Champô Sólido Nasceu Uma Marca

Este é um verdadeiro trabalho de equipa. Por: ELLE Portugal Imagens: © D. R.

No verão de 2019, nasceu a SHAECO, uma marca de champôs sólidos 100% nacional e ecológica. A investidora e proprietária da empresa, Vera Maia, foi a principal mão por trás do projeto, mas este é um verdadeiro trabalho de equipa.

«(Shaeco) É um projeto em que, embora seja a Vera a investidora e proprietária da empresa, a equipa participou ativamente e teve um papel fundamental na criação da marca e dos seus produtos. Por exemplo, o Nelson focou-se no desenvolvimento do produto e “packaging” do champô One & Done e da Pebble, a Bárbara e a Sónia na comunicação “online” e “offline”, o Antoine no suporte ao cliente e a Vera na gestão do projeto de “ecommerce” (o desenvolvimento da loja online). Foi – e é – um esforço coletivo para chegarmos ao resultado final, que é a Shaeco», conta a marca.

O que te levou a criar este projeto?

A vontade de criar uma marca 100% produzida em Portugal, com foco na sustentabilidade e “eco-friendly”. Enquanto equipa, temos investido em mudar os nossos hábitos de consumo. Em 2018 começámos à procura de produtos que evitassem o plástico descartável e íamos partilhando as descobertas que íamos fazendo. Em particular a Vera, que já usava champô sólido há quase 3 anos e tinha vontade de desenvolver um produto que cumprisse com os seus requisitos: um produto que fizesse mais espuma e com um perfume que todos gostassem de sentir ao abrir a caixa e no cabelo. Quando começamos a conversar com outras pessoas que também usavam champô sólido, uma dificuldade comum era o seu transporte. Reunimos várias ideias e desenvolvemos uma embalagem em cortiça, a Pebble.

Qual é a história por trás do nome?

Shaeco reúne duas palavras que caracterizam a marca: champô e ecologia. Demorámos cerca de 2 meses a encontrar o nome certo para a marca! Além de termos de escolher um nome que tivesse consenso entre todos (o que claro, não é fácil :)), efetuámos logo o registo de marca ao nível europeu. Pretendemos que a marca Shaeco seja reconhecida internacionalmente. Iniciámos as vendas em Portugal porque temos imenso orgulho que os produtos sejam produzidos e comercializados no nosso País, mas sabendo que, para crescer substancialmente as vendas, precisamos de internacionalizar a marca. E é esse o próximo passo.

O que foi mais complicado no processo de criar uma marca?

O mais complicado foi, talvez, o registo da marca. Tivemos de escolher em que categorias registar a marca, em que Países ou a nível europeu (que foi pelo que optamos) e esperar quatro meses até o registo ser oficialmente aprovado. Em simultâneo, desenvolvemos os primeiros produtos, comprámos domínios para a loja “online” e investimos no nosso “branding” antes de termos a certeza que a marca seria nossa. Acreditamos que íamos conseguir desde o primeiro dia; caso contrário teríamos desistido a meio.

Qual foi a razão para nunca desistires?

Sem dúvida foram dois fatores: a vontade de desenvolver uma marca portuguesa com elevado valor no mercado e uma equipa de pessoas que puxam umas pelas outras sempre que surge uma dificuldade. Somos colegas de trabalho, mas também somos uma equipa muito forte. Nenhum fundador resiste às dificuldades se não tiver uma equipa ou pessoas a torcer por ele.

Qual foi o melhor momento ou história da marca até hoje?

Quando recebemos as amostras do produto para todos experimentarmos e as imagens da primeira sessão fotográfica. Não consigo separar um momento do outro. No primeiro, testámos o produto e garantimos que a qualidade era a que pretendíamos. Quando fizemos a sessão fotográfica nenhum de nós pôde estar presente, mas confiámos totalmente no parceiro que idealizou e concretizou a sessão. As imagens ficaram maravilhosas logo à primeira. A imagem é muito importante porque vendemos exclusivamente “online”, para já. As grandes vantagens dos produtos – como o facto de ser sólido e a quantidade de espuma que faz após entrar em contacto com a água -, só seriam possíveis de explicar através de imagens e de vídeos.

Como é que a tua marca faz a diferença?

A Shaeco distingue-se por criar produtos cosméticos sólidos, produzidos em Portugal, com embalagens recicladas e recicláveis. Começamos pelo champô, mas temos muitas ideias ainda para desenvolver. O nosso champô One & Done, sem surfatantes agressivos ou irritantes, pode ser usado em todos os tipos de cabelo, o que permite que toda a família use o mesmo champô, inclusivamente em crianças a partir dos 3 anos de idade. Acreditamos que podemos seguir um estilo de vida cosmopolita e proteger o meio ambiente em simultâneo, e que as pequenas mudanças de consumo no dia-a-dia, como o caso do champô sólido, podem impactar positivamente o planeta a longo prazo.

O que ainda falta conquistar?

Neste momento, fazer crescer a marca ao nível internacional. Queremos fazer da Shaeco uma marca global, com mais produtos, sempre com foco em sustentabilidade.

O que mais precisas neste momento para chegares onde queres?

Penso que o que todos os empreendedores precisam: investimento. Estamos a traçar o nosso caminho, passo a passo, com 100% de investimento próprio. Não estamos ainda preparados para procurar investidores nem queremos ir por esse caminho, enquanto a marca não estiver sólida nos mercados em que pretendemos estar. Em breve, teremos presença em lojas físicas e outras lojas “online”, fora de Portugal.

Quais os maiores motivos para comprar português?

Portugal produz dos melhores vinhos, marcas de moda, calçado e acessórios, do mundo! No entanto, nós, portugueses, damos pouco valor ao que é produzido cá. Seja por uma questão de preço ou, simplesmente, porque confiamos mais nas marcas internacionais. Basta analisarmos as vendas “online” em Portugal: 80% das compras são de produtos que importamos de outros mercados como a China (enquanto que em Espanha 80% das compras “online” acontecem dentro do país). Nós somos um país de produtores, o que produzimos está nas melhores lojas de nível mundial. Está na altura de passarmos – também – a ser um país de marcas. Que deixam marcas!

Diz-me outra marca português que te inspire e porquê?

Existem várias marcas nas quais nos inspiramos, mas gostava de destacar a marca de roupa Marhla, porque os produtos são 100% portugueses, com um design exclusivo da autora e de enorme qualidade! E ainda a Pegada Verde, uma loja “online” portuguesa de produtos “eco-friendly”, que já existe há mais de 10 anos. Somos amigos dos fundadores e sabemos que a Pegada Verde nasceu muito antes da tendência “eco-friendly”. Com eles aprendemos não só sobre produtos, mas igualmente como gerir um negócio neste segmento.

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Apoiar e dar conhecer projetos portugueses é  a missão da rubrica #ELLEstaylocal. Acreditamos que hoje é mais importante, que nunca, comprar português. É importante não deixar que marcas de qualidade se percam na espuma da pandemia.

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Atualização (24 de junho, 17h10): Onde anteriormente se lia «champô seco», devia estar, tal como entretanto corrigido, «champô sólido».