O Elenco do Reboot de ‘Gossip Girl’ Vai Ser Mais Representativo Que o Original

Além dos protagonistas não serem exclusivamente caucasianos, existirá um maior foco na comunidade LGBTQI. Por: Inês Aparício Imagens: © D. R.

Existia um detalhe que não deixava Josh Safran, produtor executivo de Gossip Girl, dormir descansado: a falta de representatividade na série. Mas, apesar de não poder viajar numa máquina do tempo e alterar esse pormenor, as noites em claro podem, agora, chegar ao fim. A razão? O reboot do drama que chega à HBO Max no próximo ano não terá protagonistas exclusivamente caucasianos. Além de ser esperado «um maior destaque da comunidade LGBTQI», depois do reduzido foco nas relações da única personagem homossexual, Eric van der Woodsen, o irmão de Serena a quem Connor Paolo dava vida na original.

Nunca é tarde para corrigir um erro

Foi no Vulture Festival que o guionista, quer da série original, quer do regresso desta, confirmou a adaptação do elenco à realidade atual. «Não existia uma grande representação, da primeira vez, em torno da série», notou. «Penso que eu era o único escritor gay durante todo o tempo em que fiz parte da equipa. Mesmo quando andei numa escola privada em Nova Iorque, na década de 90, a escola não representava necessariamente o que acontecia em Gossip Girl. Por isso, desta vez, os protagonistas não vão ser caucasianos», esclareceu.

No entanto, não serão apenas visíveis mudanças no elenco, no que à diversidade diz respeito. Também a própria narrativa será mais inclusiva. «Existirá bastante conteúdo queer nesta série», adiantou Safran. «É, no fundo, lidar com o modo como o mundo se apresenta agora, de onde a riqueza e o privilégio vêm e a forma como lidamos com eles», continuou. «O que posso dizer é que vai existir um twist e que a história se vai centrar nele», acrescentou, sem adicionar pistas (ou spoilers). Contudo, é certo que quem o irá expor será Gossip Girl. Ou será que devemos dizer Kristen Bell?

A história, agora

Apesar destas mudanças, Nova Iorque permanecerá como cenário do reboot da série. E Constance Billard voltará a ser a escola onde parte da história irá acontecer. Ainda que «12 a 13 anos desde que a original terminou, fazendo o reboot em ‘tempo real’», sublinhou o produtor executivo do drama.