Paula Rego Foi Considerada Uma Das Mulheres Do Ano Pela Revista Harper’s Bazaar

A pintora de 84 anos surge ao lado de atrizes, modelos, designers e escritoras internacionais. Por: Inês Aparício Imagens: © D. R.

São de diferentes áreas, mas têm um ponto em comum: todas elas tornaram-se, por algum motivo, numa fonte inspiração para a edição britânica da revista Harper’s Bazaar. E uma delas é portuguesa. Paula Rego surge ao lado de outras artistas – desde atrizes a designers ou modelos – na lista de mulheres que, em 2019, se destacaram na sua área, o Women of the Year Awards.

Distinguida com o Prémio Carreira, a pintora portuguesa – que tem, neste momento, uma exposição da Casa de Serralves, no Porto – volta a estar, ainda este ano, em destaque. Depois de receber, em julho, a Medalha de Mérito Cultural, esta é agora nomeada pelo seu papel ativista através da pintura, ao abordar questões como o abuso de poder ou o aborto. «Há sete décadas, a artista tem vindo a realizar uma revolução silenciosa através do poder visceral das suas pinturas subversivas», nota a revista.

Do cinema ao design

Paula Rego é apenas uma das onze figuras do género feminino que a Harper’s Bazaar homenageou neste artigo. Deste, fazem ainda parte a atriz Cate Blanchet, que surge no primeiro lugar, por ser «uma poderosa defensora dos direitos das mulheres de todo o mundo, quer sejam elas produtoras pouco representadas na indústria cinematográfica ou mães refugiadas», ou, imediatamente a seguir, Alexa Chung, devido à marca que criou.

As distinções continuam pela categoria de Artista do Ano, à qual foi associada o nome de Celia Paul, pela nova autobiografia, documentário e exposição que «confirmam a sua reputação enquanto uma das principais artistas britânicas». Já o Ícone Britânico ficou para Helena Bonham Carter, a «infinitamente intrigante e deliciosamente idiossincrática» atriz que «moldou quatro décadas do cinema e da televisão».

Enquanto, na literatura, foi Jeanette Winterson a mulher destacada, na música, foi Jorja Smith e, na televisão, Ruth Wilson. A revista abriu ainda espaço para o Talento Revelação, que atribuiu a Letitia Wright por ser «uma voz de esperança para o futuro», e a Escolha dos Editores, entregue a Rosie Huntington-Whiteley enquanto «modelo para todas as mulheres do mundo».