Mulheres do Parlamento Escrevem Carta Aberta a Meghan Markle

A carta visa apoiar a Duquesa depois das suas declarações sobre a pressão da imprensa. Por: Margarida Brito Paes Imagens: © GTRESONLINE

No documentário Harry & Meghan: An African Journey, Meghan Markle assumiu que tem tido dificuldades em lidar com as pressões da imprensa. A isto juntou-se a acção movida pelos Duques de Sussex contra a Associated Newspapers, que detém o Daily Mail, o The Sun e o Daily Mirror. Perante a pressão continua sobre Meghan Markle, as mulheres do Parlamento do Reino Unido decidiram prestar apoio à Duquesa, por meio de uma carta aberta.

A carta foi assinada por 72 mulheres com assento parlamentar, e começa por deixar claro que estas não se identificam com o retrato de Meghan que é feito pela imprensa. «Como mulheres do Parlamento, queremos expressar a nossa solidariedade para consigo e posicionarmo-nos contra a natureza muitas vezes ofensiva e enganosa das histórias impressas sobre si, sobre o seu carácter e a sua família, nos nossas jornais nacionais», começa a carta por dizer.

 

A carta de apoio a Meghan Markle na integra

«Como mulheres do Parlamento, queremos expressar a nossa solidariedade para consigo e posicionarmo-nos contra a natureza muitas vezes ofensiva e enganosa das histórias impressas sobre si, sobre o seu carácter e a sua família, nos nossas jornais nacionais.

Em algumas ocasiões, as notícias e manchetes representaram uma invasão de sua privacidade e tentaram lançar dúvidas sobre o seu carácter, sem nenhuma boa razão, tanto quanto podemos ver.

Ainda mais preocupante, queremos chamar a atenção para o tom de algumas destas histórias, que só pode ser descrito como desatualizado e colonial. Como Mulheres Membros do Parlamento com diversas origens, apoiamos-te dizendo que não se pode permitir isto.

Embora sejamos mulheres na vida pública de uma forma muito diferente da sua, partilhamos a mesma opinião sobre os abusos e intimidações, que agora são tão frequentemente usadas como meio para desencorajar as mulheres com cargos públicos de continuarem a fazer o seu tão importante trabalho.

Com isto em mente esperamos que os media nacionais tenham a integridade de saber quando uma história é do interesse nacional e quando ela procura apenas derrubar uma mulher, sem razão aparente.

Tem as nossas garantias estamos consigo e tem a nossa solidariedade.

Usaremos os meios à nossa disposição para assegurar que a nossa imprensa aceita o seu direito á privacidade e mostra respeito, e que as suas histórias reflitam a verdade»