Nikkie, A Youtuber Por Trás do NikkieTutorials, Admitiu Ser Transgénero

A holandesa revelou ainda ter sido vítima de chantagem para revelar a sua identidade. Por: Inês Aparício Imagens: © D. R.

«Não precisamos de etiquetas. Mas se vamos colocar uma etiqueta, sim, sou transgénero», admitiu a youtuber, Nikkie de Jager, no mais recente vídeo publicado no seu canal de beleza, Nikkie Tutorials. Num clipe emocionado, a holandesa partilhou, pela primeira vez, com os seus 12.7 milhões de seguidores a sua história.

Explicando que, ainda que fosse sua intenção revelar, um dia, a mudança de género, esta viu-se agora forçada a divulgar a sua identidade. «Não acredito que estou a dizer isto hoje, para vocês, para todo o mundo ver, mas como sabe bem poder finalmente fazê-lo. É tempo de ser verdadeiramente livre. Nasci no corpo errado, o que significa que sou transgénero. É tão surreal dizer isto. Gravar este vídeo é assustador, mas tão libertador ao mesmo tempo. Sempre quis contar-vos este meu lado, mas nunca consegui encontrar o momento certo para o fazer», esclareceu. Nikkie terá sido chantageada e, de modo a «recuperar o poder», decidiu fazer este anúncio público.

«Queria contar-vos a minha história, mas queria fazê-lo sob as minhas condições», disse. «Tenho sido chantageada por pessoas que querem expor a minha história à imprensa. Primeiro, foi assustador. Foi assustador saber que existem pessoas tão más que não conseguem respeitar a verdadeira identidade de alguém», notou.

 

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A youtuber adiantou ainda que a razão pela qual manteve a sua história privada – assim como grande parte da sua vida pessoal – foi o medo de que, ao contar a sua história, os seus seguidores a começassem a ver de outra forma. «O meu canal é sobre o meu amor por maquilhagem. Nada muda», adicionou.

A transição

Mostrando o apoio constante da sua mãe em todo o processo, Nikkie explicou que sempre sentiu que era do sexo feminino. «Desde que nasci, sempre pensei que era uma rapariga e não percebia porque tinha cabelo curto ou porque tinha de usar calças e t-shirt, em vez de vestidos», declarou. «Com seis anos, deixei o meu cabelo crescer. As pessoas da minha escola sabiam-no e penso que, por volta dos sete, oito anos já me vestia inteiramente com roupas de rapariga. Os professores apoiaram-me imenso», completou. Contudo, foi já aos 19 anos, enquanto fazia já parte da comunidade do youtube, que fez a transição total.