Nicholas Ghesquière Distancia-se Da Ligação A Trump Depois Da Visita Deste À LV

O diretor criativo da Louis Vuitton mostrou-se contra as políticas levadas a cabo pelo presidente dos EUA. Por: Inês Aparício -- Imagens: © Imaxtree.

Donald Trump juntou-se a Bernard Arnault, diretor executivo do grupo LVMH, na inauguração de uma fábrica da Louis Vuitton, no Texas, focada nos artigos de couro, na passada sexta-feira, 18 de outubro. Depois desta inauguração, Nicholas Ghesquière, diretor criativo da marca, procurou afastar-se da ligação ao presidente norte-americano. Para o fazer o designer teceu críticas a Trump.

As declarações

Nas redes sociais, o criador mostrou-se contra as políticas do representante dos Estados Unidos. «Estou contra qualquer ação política. Sou um designer de moda e recuso-me a aceitar esta associação», escreveu no Instagram. A frase surgiu na descrição de uma imagem da capa de High Energy, de Evelyn Thomas, que partilhou no Instagram. Neste texto, adicionou ainda dois hashtags: #trumpisajoke e #homophobia. Este último, numa clara crítica às opiniões e declarações de Trump sobre a comunidade LGBTI.  Uma posição que explica a razão pela qual este decidiu distanciar-se do possível vínculo a Trump.  De acordo com o WWD, a Louis Vuitton não tem quaisquer comentários a esta nota do diretor criativo da insígnia.

 

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Standing against any political action. I am a fashion designer refusing this association #trumpisajoke #homophobia

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Depois da visita de Trump à Louis Vuitton foram vários os consumidores que declaram o boicote à marca. A própria GrabYour Wallet, uma organização que apela ao boicote das marcas que mantenham alguma relação com Donald Trump, adicionou a Louis Vuitton à lista de insígnias nas quais os clientes não devem comprar. Apesar de Nicholas Ghesquière não ter feito qualquer menção a estes factos, é possível que se tenha sentido pressionado a tomar uma posição de afastamento publicamente.

A visita de Trump à Louis Vuitton

Foi o líder dos EUA quem cortou a fita de inauguração do novo complexo da maison francesa, perto de Forth Worth, no Texas, mas foi Bernard Arnault quem deu início aos discursos típicos deste tipo de cerimónias. O CEO da Louis Vuitton mostrou-se honrado pela presença do presidente norte-americano e procurou deixar claro que não existiam quaisquer dinâmicas políticas envolvidas.

«Estamos muito honrados pelo presidente dos Estados Unidos se ter juntado a nós para a abertura. Não estou aqui para julgar os seus tipos de políticas. Não tenho um papel político. Sou uma pessoa de negócios. Tento dizer-lhe o que penso ser necessário para o sucesso da economia e do país, e o sucesso do que estamos a fazer», esclareceu Arnault. «Estou aqui para trabalhar com a minha marca e vamos, nos próximos cinco anos, ter mil pessoas a trabalhar aqui e isso é o que importa», concluiu.