Natalie Portman Confessou Que Ser Sexualizada Em Criança a Deixou Insegura

A atriz acredita que acabou por desenvolver vários mecanismos de defesa para conseguir lidar com esse medo. Por: Inês Aparício Imagem: © Gtresonline.

Desde cedo, o mundo dos holofotes e das passadeiras vermelhas tornou-se também no universo de Natalie Portman. Com apenas 13 anos, a atriz deu vida à sua primeira personagem, em Léon, o Profissional, e isso terá moldado a forma como se apresenta e como passou a ser vista pelo público. Num recente episódio do podcast de Dax Shepard, o Armchair Expert, esta confessou que a entrada precoce em Hollywood a impediu de viver plenamente a sua sexualidade, uma vez que o medo de ser objetificada gritou mais alto.

«Definitivamente tinha consciência de que estava a ser retratada – especialmente no tipo de imprensa em torno das estreias dos filmes – como uma figura de Lolita», declarou. «Ser sexualizada, quando era uma criança, tirou-me, penso, a minha própria sexualidade, uma vez que me assustou e me fez acreditar que a forma como ficaria mais segura seria pensar que ‘sou conservadora’, ‘ sou séria e deveriam respeitar-me’, ‘sou inteligente’ e ‘não olhem para mim desse modo’», acrescentou.

Portman continuou: «Naquela idade, tu tens a tua própria sexualidade, o teu próprio desejo e queres poder explorar isso. Mas não te sentes necessariamente segura quando existem homens mais velhos interessados». «Muitas pessoas tinham a impressão de que era super séria, púdica e conservadora. E apercebi-me que tornava, conscientemente, essa ideia real, porque me fazia sentir segura», confessou. «Como se alguém te respeitasse não te fosse objetificar», concluiu.

Construção de muros

Assim, a atriz acredita ter desenvolvido uma série de muros à sua volta, como uma espécie de mecanismo de defesa, de modo a sentir-se protegida. «É complicado, porque te dizem, enquanto rapariga ou mesmo mulher, que é suposto gostares ou que é uma coisa boa dizerem que te acham atraente, sensual, bonita ou precoce – estas palavras que usamos relativamente a jovens raparigas em particular – e é complicado, porque nem sempre te fazem sentir bem ou segura e isso afeta o teu desenvolvimento natural, como serás, tendo em conta que cresces com uma série de auto-defesas», notou.