Os Quatro Melhores Momentos dos Desfiles da Semana de Moda de Paris

Da invasão do desfile da Chanel até ao cenário da Louis Vuitton. Por: Margarida Brito Paes -- ©Imagens: Imaxtree

Dizem que os últimos são os primeiros, mas hoje fazemos a equação ao contrário: começamos pelo fim. Pelo fim da Semana de Moda de Paris, que terminou esta terça-feira, 1 de outubro. A Semana de Moda de Paris encerrou com o desfile da Louis Vuitton, e é por ele que vamos começar a eleger os melhores momentos do evento.

A melhor cenografia da Semana de Moda de Paris 

Se estava à espera de uma cenário à la Chanel, que tanto pode ser um foguetão como a própria Torre Eiffel, esqueça essa ideia. O cenário da Louis Vuitton teve de simples, o mesmo que teve de maravilhoso. Quando se entrava pela primeira vez nada fazia adivinhar o que vinha a seguir. Aparentemente nada de extraordinário poderia acontecer numa sala enorme com uma grande parede vazia ao fundo e bancadas de madeira.

Mas toda a magia é inesperada, e desta vez não foi diferente. Na grande parede, que serviu de pano de fundo ao desfile, foi projetado um filme com a versão Louis Vuitton do videoclip de It’s Okay to Cry de Sophie, o vídeo contou com a participação de Woodkid. O efeito visual foi absolutamente brilhante.

Mas as surpresas não se ficaram por aqui! Numa altura em que a sustentabilidade está em cima da mesa, a Louis Vuitton levou-a para as cadeiras e chão da sala de desfiles. Toda a madeira usada foi obtida a partir de florestas geridas de forma sustentável em França (madeira de pinho 100% certificada pelo PEFC da região de Landes). Depois da apresentação toda a madeira foi doada à ArtStock, cuja missão é reciclar e reutilizar criativamente elementos de produções artísticas.

Uma invasão de palco que virou a moda do avesso

Marie S'Infiltre

Desta vez a invasão de palco não foi feita nem por alguém nu ou com cartazes de protesto, mas sim por uma comediante vestida a rigor para o desfile da Maison francesa. Marie Benoliel, uma comediante francesa conhecida pelas susa sátiras sociais, levantou-se do seu lugar e juntou-se à linha final de modelos.

A diversidade (in)comum de Balenciaga

No desfile da Balenciaga valeu tudo, literalmente e ainda bem. O casting foi composto por modelos de todas as idades, tamanhos e profissões. Como sabemos? Nas cadeiras do desfile estava a descrição de cada modelo, indicando a sua ocupação.

Além disso, o desfile também ficou marcado pelo infame regresso das crinolinas e por uma sala de desfiles psicadélica. Os bancos estavam dispostos em forma de espiral infinita, e a sala era completamente azul, do chão às paredes. O cenário era, por isso, uma ilusão de óptica imersiva.

Uma colaboração de luxo

Dries Van Noten começou a sua coleção com um processo de pesquisa, como qualquer designer. Enquanto juntava peças para criar o imaginário da sua coleção foi reconhecendo diversas imagens. Quando olhou para o conjunto que tinha reunido percebeu que tinha muitas imagens que retratavam trabalhos prévios de Christian Lacroix. Então fez a única coisa acertada a fazer (que muitos criadores não fazem). Dries Van Noten foi falar com o designer em que se iria inspirar para o seu trabalho.

O resultado? Uma colaboração que ficará na História da moda. Os dois designers juntaram-se para criar a coleção, numa colaboração nunca antes vista. É verdade que é comum grandes marcas fazerem parcerias com designers. No entanto, dois criadores de renome juntarem esforços para trabalhar numa coleção conjunta é, ainda, algo raro e digno de nota.