ModaLisboa Dia 3: Do Miradouro ao Festival de Moda

Mais um dia, mais uma rodada de desfiles. Ou será melhor dizer de apresentações? Por: Vítor Rodrigues Machado Imagens: © ModaLisboa | Ugo Camera.

Foi com uma vista privilegiada para a cidade, bem no topo do Parque Eduardo VII que arrancou o terceiro dia de desfiles da ModaLisboa. Bem, desfiles não, apresentações. Mas também houve espaço para um pequeno “Festival de Moda”. O melhor mesmo é avançar para perceber melhor o que estamos a dizer.

Para arrefecer a temperatura neste início de dia (que rondava os 28°) Kolovrat apresentou a sua coleção Iceberg, uma linha que tinha como principal objetivo focar e explorar tudo aquilo que é verdadeiramente essencial, e que nos tentava transmitir uma ideia de mudança, de transmutação. Mas do pensar ao executar vai uma pequena diferença. Ainda que, no geral, os looks apresentados passassem realmente essa ideia de interrupção de um mundo – algo que se tornava mais evidente em várias peças -, outros pareciam desconexos do tema escolhido.

Quem levou o tema bastante à letra, foi Saskia Lenaerts, que através da moda quis passar uma mensagem de paz. Como? Subvertendo a associação que temos com as roupas militares que, pelas mãos das designers, perderam a sua conotação utilitarista, de roupa de combate, para se tornarem em tops e casacos que em muito pouco ajudariam alguém no campo de guerra.

Subindo novamente até ao Miradouro do Parque Eduardo VII encontramos a terceira apresentação do dia: Ricardo Andrez. O designer que sempre nos brinda com peças bastante repletas de grafismos voltou a repetir o feito, desta vez, recorrendo ao padrão zebra em vários tons que criavam um enorme contraste entre si. Aliás, este jogo de oposições esteve presente em toda a linha que foi pensada durante a pandemia, dando origem a uma espécie de luta entre a realidade negra do mundo exterior e a vontade de terminar com este momento pintando-o com tons intensos.

As últimas apresentações do dia foram feitas no cenário de “Festival de Moda” montado no final do Parque Eduardo VII que Opiar apresentou a sua coleção. Segundo o diretor criativo da marca, a ideia fazer um questionamento à espiritualidade num universo distópico-futurista. Mas como o resultado final foi outra coisa, seguimos para Sangue Novo que esta edição, não teve direito ao desfile do costume. Em vez disso, foi apresentado um vídeo com todas as coleções (que pode ver em baixo) que terminou com habitual entrega de prémios os vencedores.