O Grupo LVMH Comprou a Tiffany & Co. Por 16,2 Mil Milhões de Dólares

Esta foi a venda mais cara a que o sector da moda de luxo já assistiu. Por: Inês Aparício Imagens: © D. R.

Não foi apenas às mãos dos consumidores que chegaram as clássicas caixinhas azuis ciano. Também às da LVMH chegou, agora, a Tiffany & Co.. O grupo de luxo, que integra na sua composição marcas como a Louis Vuitton, Céline ou, mais recentemente, a Fenty, de Rihanna, adquiriu a marca de joias por 16,2 mil milhões de dólares (cerca de 14,7 mil milhões de euros). Este torna-se, assim, no maior negócio no mercado de artigos de luxo, ultrapassando a compra da Dior pelo mesmo grupo, em 2017, por $13 mil milhões de dólares.

O movimento, de acordo com a Bloomberg, irá impulsionar os números da marca de joalharia, tendo um impacto notório no mercado americano. As expectativas de crescimento são ainda claras para o próprio diretor executivo da Tiffany. «Enquanto parte do grupo LVMH, a Tiffany irá atingir novas alturas, capitalizando com a sua experiência interna reconhecida, mão-de-obra ímpar e valores culturais fortes», concluiu Alessandro Bogliolo, em comunicado citado pelo WWD.

«Temos um imenso respeito e admiração pela Tiffany e temos a intenção de desenvolver esta joia com a mesma dedicação e compromisso que temos aplicado em cada uma das nossas outras maisons», declarou Bernard Arnault, diretor executivo do grupo de luxo, na mesma nota à imprensa.

Em espera

Ao contrário do que possa pensar, este anúncio não é inesperado. Na verdade, a resolução termina com um mês de especulação, depois de, em outubro, ter sido revelado que a LVMH teria entrado em contacto com a marca de joias para a tentar adquirir. Contudo, os 14,5 mil milhões de dólares ou 120 dólares por ação inicialmente oferecidos não foram suficientes para a Tiffany aceitar, de imediato, a proposta, menciona a Reuters.

Segundo nota o Business of Fashion, esta não foi a primeira vez que o grupo de luxo tentou comprar a Tiffany. Já antes da aquisição, em 2011, da Bulgari, este mostrava interesse em adicionar a insígnia à sua composição. No entanto, a marca de joalharia resistiu durante todos estes anos.

Tiffany em declínio

A venda da Tiffany ao grupo terá sido a resposta encontrada para contrariar o cenário de declínio registado nos últimos tempos, refere o BoF. A procura, quer no país de origem, os Estados Unidos, quer no estrangeiro, terá alcançado valores reduzidos – especialmente a Ocidente, uma vez que o crescimento na China tem sido progressivo -, pelo que o investimento irá estimular a marca e o negócio.