A Lefties Escolheu Uma Modelo Mais Velha Para a Sua Campanha de Natal

Mais um passo em direção à representatividade. Por: Inês Aparício Imagens: © D. R.

Alguns dicionários de marcas de Moda, sejam elas de fast fashion ou de luxo, começaram a incluir as palavras «diversidade», «representatividade» e «inclusão» a destaque. Foi assim que modelos com corpos diferentes, cores e condições de pele distintas, texturas de cabelo variadas ou com marcas que sempre nos ensinaram a esconder (olá, celulite, e olá, estrias) se tornaram nos rostos de campanhas publicitárias e capas de revistas internacionais, numa prova de que as mulheres são plurais e não precisam de seguir normas ou padrões (pré)estabelecidos pela sociedade. E a mais recente marca a procurar desconstruir paradigmas foi a Lefties, tendo escolhido uma modelo mais velha para as suas imagens da linha de natal.

Dividida em três partes, a campanha Coming Home – que apresenta as coleções de pijamas, roupa casual e peças pensadas especificamente para o natal, como ugly sweaters repletas de decorações e elementos típicos da quadra – surge como um pequeno (grande) passo em direção quebra de estigmas em função da idade. Uma confirmação de que não existem limites para que cada mulher vista o que quer, quando quer e como quer.

Mais que um número

Esta não é a primeira marca a apostar em modelos mais velhas para apresentar as suas coleções. Também a Adolfo Dominguez o fez, por mais de uma vez, no ano passado, ao preferir fugir à norma dos castings tradicionais e selecionar mulheres com cabelo grisalho e rugas.

Veja na galeria, em cima, algumas das imagens da campanha.