Indústria da Moda Arrisca-se a Não Cumprir Meta de Sustentabilidade em 50%

Atualmente esta é responsável por emitir 2.1 bilhões de CO2 para a atmosfera. Por: Vítor Rodrigues Machado Imagem: © Stella McCartney.

Ao longo dos últimos anos, dentro da indústria da moda, muito se tem falado sobre a necessidade de se mudar tanto a forma como lida com as questões ambientais. No entanto, muito pouco se tem feito, e o reflexo está publicado num novo estudo chamado «Fashion on Climate», publicado pela Global Fashion Agenda e a McKinsey & Co. que acaba de anunciar que, seguindo o caminho atual, não atingiria as metas necessárias até 2030, por 50%.

De acordo com o relatório, adotando as medidas de descarbonização ao ritmo com que tem sido implementado, não vai parar o processo, nem alcançar o objetivo de 1,1 bilhões. No melhor dos cenários, fará apenas com que em 2030 as emissões de CO2 subam, ligeiramente, mas mantendo-se nos 2.1 bilhões; e na pior das situações, pode subir até aos 2.7 bilhões. Desta forma, como é claro, o objetivo de manter o aquecimento do planeta num máximo de 1,5°graus (que já está a aquecer de uma forma irreparável), não será alcançada.

 

 

Ver essa foto no Instagram

 

How can we change the way we shop and regard clothes? From shopping malls to the advent of the e-commerce model, it’s evident that shopping remains integral to modern life. Since the e-commerce model rose to popularity in the early 2000s, the ease at which we can shop and consume continues to complement our fast-paced lives. ⁠ ⁠ Amidst COVID-19, conversations surrounding the repercussions of our consumer habits have taken centre stage. As concern for the climate grows, how we shop is under heightened scrutiny—and for good reason. ⁠ ⁠ In this #SpotlightOn, learn how Selfridges’ New Initiative, Project Earth Can Change the Way We Shop. Read the editorial via the link in bio. ⁠ ⁠ ⁠ —⁠ #Project Earth #SustainableFashion #GlobalFashionAgenda

Uma publicação compartilhada por Global Fashion Agenda (@globalfashionagenda) em


Para que se possa alinhar com este objetivo, os esforços para baixar o níveis de gás carbónico libertado tem que ser intensificados o que implica abraçar medidas mais drásticas (especialmente no que toca à parte da produção e cultivo de materiais, um segmento responsável por 60% da poluição da industria).  Algumas das 17 medidas recomendadas são, por exemplo, passarem ser usadas apenas fontes de energia renováveis nas cadeias de produção (tanto da fibra e fio, como das peças de roupa) e lojas, reduzir os gastos de água nas lavagens e secagens (tanto na produção como nas nossas casas), aumentar o comércio de revenda, adotar mais medidas de reciclagem de materiais para ajudar a fechar o círculo, e reduzir a produção excessiva que é feita (e que faz com que muitas das roupas acabem em aterros).

A urgência de atuar agora

Segundo Eva Kruse, diretora executiva da GFA, é urgente atuar: «A pandemia veio mostrar como estamos todos interligados e como também possuímos a capacidade de mudar. No entanto, mudanças reais a longa duração dependem da capacidade da indústria da moda de se unir, para que possamos estar à altura da ocasião e desempenhar um papel de liderança no combate às mudanças climáticas… Estou confiante de que este relatório ajudará os líderes da indústria a entender melhor onde concentrar seus esforços e ainda assim colher o maior impacto de seus investimentos».

 

Se quiser ler o relatório na integra, basta clicar aqui.