Imagens Comoventes Das Manifestações Contra o Racismo Nos EUA

#blacklivesmatter Por: ELLE Portugal Imagens: © GTRESONLINE.

As manifestações contra a violência policial e o racismo têm-se multiplicado por todo Mundo, mas sobretudo nos EUA. Depois da morte de George Floyd, dia 25 de maio, após ser detido de forma violenta, foram muitos os que saíram para a rua, clamando por justiça e mudança.

A brutalidade policial foi filmada e tornou-se viral em todo o Mundo, tendo desencadeado uma enorme onda de protestos. Protestos esses que em alguns casos se tornaram violentos, com atos de vandalismo que causaram prejuízos de milhares de dólares. Foram já detidas 7.200 pessoas em 43 cidades dos EUA. No entanto, uma grande parte dos manifestantes é pacífica e são muitas as imagens que o provam.

Esta onda de protestos pretende alertar para o racismo e já reúne o apoio de várias celebridades. Um pouco por todos os EUA, são milhares aqueles que vão para a rua pedir igualdade em manifestações que se fazem de todas as cores, credos, religiões e extratos sociais. É importante não esquecer a verdadeira razão destes protestos e, por isso, mostramos algumas das imagens mais comoventes destas manifestações, porque uma grande parte delas não se faz de montras partidas e carros a arder.

O apelo aos protestos pacíficos

Terrence Floyd, irmão de George Floyd, perante a escalada de violência apelou aos manifestantes para protestarem de forma pacífica. «Se não ando por aí a agir como um maluco, se não ando por aí a rebentar coisas, se não ando por aí a perturbar a minha comunidade, então porque andam vocês? O que estão a fazer? Não estão a fazer nada. Nada disso vai trazer o meu irmão de volta (…) Façam isto de outra maneira (…) eduquem-se e saibam em que é que votam. É assim que os vamos atingir. Vamos mudar isto», disse no memorial em honra do irmão, em Minneapolis.

A detenção de George Floyd

George Floyd, afro-americano de 46 anos, foi detido por alegadamente utilizar uma nota falsa para fazer um pagamento. O polícia Derek Chauvin terá imobilizado o homem, pondo o joelho sobre o pescoço deste, por mais de 8 minutos, enquanto Floyd dizia que não conseguia respirar. A detenção terá acabado com Floyd inconsciente, tendo morrido mais tarde, por asfixia, como consta no relatório da autópsia pedido pela família.

«Não foi apenas o joelho [de Derek Chauvin] no pescoço do George que causou a sua morte, foi também o peso que os outros dois polícias puseram nas suas costas, o que impediu que o sangue chegasse ao cérebro e o ar entrasse nos seus pulmões», disse Antonio Romanucci, advogado da família Floyd, numa conferência de imprensa, esta segunda-feira, 1 de junho.

Outro parâmetros como hipertensão e uso de drogas foram listados na autópsia, mas não constam do relatório final.

Derek Chauvin está acusado de homicídio involuntário em segundo grau e de homicídio em terceiro grau. O primeiro interrogatório judicial irá decorrer a 8 de junho.